Em junho de 2013, Dilma Rousseff chegara a 65% de aprovação, a economia crescia, a inflação estava controlada, pobreza e desigualdade despencavam e o país tinha pleno emprego…
O país vivia o melhor momento econômico e social de sua história.
Naquele infame início de junho de 2013, um ajuntamento de imbecis autoproclamados “esquerdistas” resolveu atacar Dilma Rousseff por 20 centavos de aumento no preço das passagens no transporte público.
Multidões organizadas por grupos de esquerda foram às ruas protestar e ao fim daquele mês estúpido a primeira mulher a governar o país viu a sua aprovação despencar 30 pontos percentuais.
Três anos depois ela era derrubada da Presidência sob acusações fraudulentas e 5 anos depois seu padrinho político, Lula, era preso no âmbito de outra fraude.
A esquerda de então, porém, tinha desculpa: fora um bando de moleques quase imberbes que liderou aquela burrada.
Desta vez, não. Foram políticos experientes, jornalistas veteranos e militantes históricos que decidiram suicidar a esquerda — de novo.
No estertor de 2025, o Brasil vivia um sonho: o mesmo STF que impedira Jair Bolsonaro de produzir um genocidio muito maior, fez o que deveria ter sido feito 40 anos antes: prendeu militares golpistas.
E defendeu indígenas, negros, mulheres, homossexuais, trabalhadores e a democracia como nunca antes na história deste país.
A extrema-direita prometeu vingança contra o Supremo, mas jamais suspeitou que receberia ajuda tão inestimável das esquerdas.
Os ataques supraideologicos ao STF estão na raiz da rejeição de Jorge Messias ao STF, rompendo um ciclo de 130 anos de aprovações sucessivas de ministros ao Tribunal indicados pelo presidente da República de turno.
Parabéns aos envolvidos.
PS: quando a indignação arrefecer, antecipo o que irá decorrer de mais esse desastre canhoto
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.
