A Gazeta Grupo de Comunicações realizou nessa quinta-feira, 21, mais uma etapa do 1º ESG em Ação. O projeto objetiva dar visibilidade para iniciativas de empresas e instituições com foco nas práticas de gestão de ESG, incentivando a adoção dessas medidas como meio para qualificar os serviços do poder público, da iniciativa privada e instituições. Esse novo encontro teve como tema a Satisfação do cliente e impacto comunitário.

Participaram a vice-reitora da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Andréia Valim; o analista de responsabilidade social da Corsan na Região Central, Cleiton Machado; o gerente de agronomia técnica da JTI, Thiago Coutinho; e o gerente de ESG da JTI, Marco Aurélio Dreyer de Andrade Silva. Boa parte da programação, que foi veiculada ao vivo pela Rádio Gazeta FM 107,9, tratou sobre a fundamental importância das ações adotadas durante a catástrofe ambiental registrada no Rio Grande do Sul em 2024.

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Com foco no “S” (de social na sigla ESG), falou-se de projetos que possibilitaram impactos na sociedade, como o fato de que a Unisc encaminhou equipes em 2023, para o Vale do Taquari, quando houve o primeiro desastre natural, mais concentrado nos municípios de Muçum e Roca Sales. “O Memorial das Inundações dos Vales, que iremos lançar em Sinimbu, mostra como foi o processo de atuação nos 53 dos 59 municípios dos Vales”, ressaltou Andréia Valim.

Andréia Valim, vice-reitora da Unisc: “É fundamental prestarmos atenção nas pautas dos que entendemos que podem ser as pessoas que irão nos representar. A pauta ESG é muito importante para viver enquanto humanidade.”

A junção dos trabalhos de empresas e a instituição também foi evidenciada, como a destinação da equipe de logística da JTI para a universidade, onde foi instalado o gabinete do vice-governador, Gabriel Souza, passou a ser o heliponto e concentrar a distribuição de mantimentos para a região.

Além das ações focadas na enchente de 2024, também foi reforçada a importância da adoção coletiva desse conceito de responsabilidade. “Se o colega da qualidade não tiver responsabilidade social, a companhia falha, se na hora de abrir uma vala e não pavimentar direito, a responsabilidade social falha. É desafio para cada um”, frisou Cleiton.

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Medidas geram qualificação e mudanças nas vidas das pessoas

Cada uma das organizações participantes do debate de ontem teve a oportunidade de detalhar projetos que envolvem seu público ou a sociedade, de forma mais ampla. É o caso da Unisc, que desenvolve iniciativa com recursos do Fundo Pacto pelo Rio Grande na área da saúde.

Coordenado pela vice-reitora Andréia Valim, o trabalho busca o desenvolvimento de tecnologia para quem monitora e atua na estrutura molecular para monitorar os casos de dengue. “Sempre que tem calor em excesso, os casos aumentam”, explicou.

Thiago Coutinho, da JTI, reforçou que a empresa atua junto aos produtores, indo além do resultado da safra. Há uma preocupação em relação à infraestrutura, como quais as condições de saneamento, onde os filhos estudam, se há acesso à internet. “Primeiro, precisa certificar que está tendo boas condições de vida para que fique na propriedade e se torne mais bem-sucedido.”

Thiago Coutinho, gerente de Agronomica Técnica da JTI: “O impacto social positivo não está somente nas grandes ações, mas também nas pequenas atitudes do dia a dia, como o descarte no local correto ou ajudar alguém a atravessar a rua.”

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A atenção à sucessão rural entra nessa linha de ações. Marco Aurélio Dreyer de Andrade Silva frisa tratar-se de uma questão atrelada à educação. Cita como exemplo o Programa Jovem Empreendedor Rural, que é desenvolvido em parceria com escolas agrícolas, SindiTabaco e a Sicredi Vale do Rio Pardo. “Os jovens apresentam seus projetos, que são avaliados e premiados. São ações de melhoria ao meio rural para esse nosso principal parceiro”, resumiu.

Marco Aurélio Dreyer de Andrade Silva, gerente de ESG da JTI: “A empresa cria ciclo positivo de desenvolvimento. Temos o propósito de construir um futuro melhor. E está atrelado ao nosso principal parceiro, que é o produtor de tabaco.”

Saiba mais

Como está em processo de ampliação da rede de esgoto, a Corsan tem trabalhado, alinhada às práticas de ESG, com a ampliação das informações e reuniões com as comunidades para captar demandas. Cleiton Machado enfatizou o programa Afluentes, que atua com as lideranças comunitárias.

“Entendemos que a atuação tem que ser diferente em cada bairro, porque cada local tem suas características e peculiaridades”, apontou Machado. Citou casos em que há dificuldades de ligação do esgoto e outros nos quais essa ação é feita na mesma rede do pluvial, o que não é tecnicamente possível.

Cleiton Machado, analista de Responsabilidade da Corsan: “Levamos para todos os setores da Corsan. Se o colega da qualidade não tiver responsabilidade social, a companhia falha. A responsabilidade social é desafio de cada um.”

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By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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