Como a obsessão fiscal do governo Lula deixa o Brasil desgovernado, empobrecido e endividado. Foto Reprodução Blog O Globo

 

A explosão da dívida pública e o avanço galopante do endividamento expõem a ruína de uma política fiscal baseada no gasto desenfreado e no sufocamento do pagador de impostos.

 

O Brasil assiste, em tempo real, à crônica de um desastre anunciado. A recente divulgação de que o país registrou uma das maiores elevações da dívida pública entre as nações do G20 não é um mero acidente estatístico, mas o reflexo direto e inevitável de um governo desgovernado, guiado por uma cartilha econômica anacrônica, cujo único motor é a expansão desenfreada dos gastos estatais.

 

Sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, a responsabilidade fiscal foi rebaixada a um mero detalhe burocrático, sendo substituída por uma voracidade arrecadatória que pune quem produz e empobrece quem trabalha. Ao alcançar o alarmante patamar de 81,1% do PIB em maio de 2026 — o maior nível em cerca de cinco anos —, a dívida bruta brasileira acende um sinal vermelho não apenas nos painéis das agências de classificação de risco, mas no bolso de cada cidadão que vê o poder de compra derreter diante de uma inflação disfarçada e de juros punitivos.

 

A ilusão do gasto que gera riqueza

 

O núcleo do colapso econômico atual reside na insistência cega em fórmulas macroeconômicas mofadas. O governo Lula opera sob o dogma ultrapassado de que o Estado deve ser o indutor do crescimento por meio do inchaço da máquina pública e de subsídios a setores selecionados. O resultado dessa persistência ideológica é o completo desajuste das contas do Estado. Em vez de atrair capital e gerar emprego, a expansão descontrolada das despesas pulveriza a confiança dos investidores e destrói a sustentabilidade fiscal.

 

A matemática é implacável e ignora discursos palacianos. Quando a trajetória da dívida cresce de forma contínua, descolada da real capacidade de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), o país entra em uma rota de insolvência prática. O crescimento do endividamento brasileiro supera o observado na ampla maioria das grandes economias globais, provando que o problema não é externo, mas autoinfligido por Brasília.

 

Trajetória de alerta extremo: Com a dívida bruta alcançando 81,1% do PIB em maio de 2026, projeções da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado alertam que, mantida a atual insistência no déficit, o indicador continuará em uma escalada perigosa, alienando investimentos e travando o futuro produtivo nacional.

 

A engrenagem do empobrecimento: Impostos e juros

 

Para sustentar um leviatã insaciável, a atual administração adotou uma agressiva política de aumento de impostos e reversão de desonerações. No entanto, o aumento da arrecadação nunca é suficiente para saciar um orçamento capturado pelo populismo. O déficit público persistente força o Banco Central a manter as taxas de juros em patamares elevados para conter a inflação decorrente do excesso de liquidez governamental.

 

Entramos, assim, em um ciclo vicioso perverso: os juros altos encarecem drasticamente o custo financeiro da própria dívida. Bilhões de reais, que deveriam ser destinados à infraestrutura, saúde básica, segurança e educação, são consumidos para pagar os encargos de um endividamento galopante criado pela irresponsabilidade fiscal. O cidadão comum paga duas vezes — a primeira na nota fiscal, sufocado pela alta carga tributária, e a segunda na falta de serviços públicos eficientes e na estagnação econômica.

 

O reflexo social de um país sem rumo

 

As consequências de um Brasil endividado e desgovernado ultrapassam as planilhas do Ministério da Fazenda e ganham as ruas. O empobrecimento da população é o subproduto direto da perda de dinamismo econômico. Pequenas e médias empresas fecham as portas sufocadas pelo crédito caro e pela burocracia tributária, enquanto os investimentos de longo prazo fogem para mercados com maior segurança jurídica e previsibilidade.

 

A insistência do governo Lula em focar exclusivamente na arrecadação — ignorando qualquer reforma administrativa ou corte real de privilégios e desperdícios — cobra um preço altíssimo. Sem âncoras fiscais críveis e com a contínua deterioração das contas do Estado, o Brasil caminha para um cenário de estagnação prolongada. A história econômica recente é farta em exemplos de que a expansão artificial de gastos sem lastro resulta invariável e dolorosamente em inflação, desemprego e degradação social. Estabilizar a trajetória fiscal não é um capricho de mercado, mas o único escudo real contra a miséria.

 

Sobre o Autor:

 

Camilo Calandreli é vereador em Ribeirão Preto, gestor cultural especializado em Gestão Pública e Museologia, ex-Secretário Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura no Governo Bolsonaro, autor de livros como:

 

  • Um Breve Ensaio Sobre a Cultura no Brasil;
  • Um Breve Ensaio Sobre a Agricultura no Brasil;
  • Os Cinco Atributos do Cristão na Edificação de Uma Nação.

 

Graduado pela ECA-USP, pós-graduado em Administração e Gestão Pública Cultural (UFRGS), pós-graduação em Gestão Pública, Chefia de Gabinete e Assessoria Parlamentar (PUCRS), Gestão Cultural e Museológica (Universidad Miguel de Cervantes – Sevilla), além de MBA em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública (ESG/Instituto Venturo) e pós-graduação em Desenvolvimento Nacional, Política e Liderança (ESD). Atuou no Congresso Nacional (2021–2024) no Gabinete da Deputada Federal Carla Zambelli e, na Assembleia Legislativa de São Paulo (2025-26) no gabinete do Deputado Estadual SP Lucas Bove; 13/7/26

By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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