A tensão no Oriente Médio voltou a crescer nesta segunda-feira (13), com novos bombardeios registrados em diferentes regiões do Irã. De acordo com a imprensa estatal iraniana, os ataques aconteceram após um fim de semana marcado por ofensivas dos Estados Unidos contra centenas de alvos no país.
Um dos ataques atingiu a cidade de Abadan, localizada no sudoeste iraniano. Segundo a agência semioficial Tasnim, três pontos foram bombardeados por volta das 13h45 no horário local. O vice-governador da província de Khuzistão informou que ao menos duas pessoas morreram e outras três ficaram feridas.
Além de Abadan, explosões também foram ouvidas nas proximidades de Bandar Abbas e da ilha de Qeshm, no sul do país, conforme informações divulgadas pela agência Mehr. Até o momento, o Comando Central dos Estados Unidos e o Departamento de Defesa americano não comentaram oficialmente os novos episódios.
A sequência de ataques amplia as incertezas sobre o acordo provisório firmado entre Estados Unidos e Irã no mês passado. O entendimento tinha como objetivo restabelecer a navegação no Estreito de Ormuz e encerrar o conflito após um período de negociações.

Os confrontos fazem parte de uma sucessão de ações e reações entre os dois países, em meio à disputa pelo controle da navegação na região estratégica do Golfo. A intensificação das operações militares representa uma escalada significativa em relação às últimas semanas.
Na semana passada, o presidente Donald Trump declarou considerar encerrado o cessar-fogo, embora tenha afirmado que novas negociações ainda poderiam acontecer. Já no domingo, o principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, publicou uma mensagem nas redes sociais afirmando que “a era dos acordos unilaterais acabou” e cobrou o cumprimento dos compromissos assumidos.
O conflito, iniciado em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, provocou instabilidade em toda a região. A resposta iraniana incluiu ataques a países que abrigam bases militares americanas, enquanto o bloqueio do Estreito de Ormuz impactou o mercado global, elevando os preços da energia e pressionando a inflação em diversos países.
