O navio de cruzeiro MV Hondius chegou nesta segunda-feira (18/05) ao porto de Roterdã, o destino final da sua viagem, onde passará por trabalhos de limpeza e desinfecção devido ao surto de hantavírus ocorrido a bordo.

Das 27 pessoas que restavam a bordo, 25 eram membros da tripulação, e outras duas eram profissionais de saúde encarregados de supervisionar a situação sanitária. Todas ficarão em quarentena na Holanda.

Também a bordo estava o corpo de uma mulher alemã que faleceu durante a viagem.

Não foram registrados casos de contaminação entre a tripulação. Os passageiros desembarcaram nas Ilhas Canárias entre 10 e 11 de maio.

Dos 25 tripulantes, dois são cidadãos holandeses, que poderão cumprir a quarentena em suas residências, e os outros 23 são estrangeiros: 17 filipinos, quatro ucranianos, um russo e um polonês.

Operação de limpeza de vários dias

A embarcação, que mede aproximadamente 107 metros de comprimento e cerca de 17 metros de largura, avançou silenciosamente em direção à zona portuária, sem os habituais passageiros no convés e sob o olhar de uma multidão de jornalistas que acompanhava a chegada ao porto, nesta segunda-feira.

O navio de bandeira holandesa atracou numa área controlada do maior porto da Europa, um dos poucos do continente com infraestrutura permanente para quarentenas marítimas e preparado para receber embarcações com riscos sanitários, conforme indicam os protocolos internacionais de saúde marítima que atribuem à Holanda a responsabilidade de gerenciar a situação.

Após o desembarque controlado da tripulação, começará uma operação de limpeza e descontaminação do navio que deverá durar vários dias.

Três mortes confirmadas

O surto da variante dos Andes do hantavírus atingiu ao menos 11 pessoas, com nove casos confirmados. Três passageiros morreram, incluindo um casal holandês que, segundo as autoridades de saúde, teria sido o primeiro a ser exposto ao vírus durante uma visita à América do Sul.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou oito casos e disse haver mais dois suspeitos. Já a Agência de Saúde Pública do Canadá afirmou que um dos quatro canadenses em isolamento após deixar o navio testou positivo no domingo. O vírus tem um período de incubação de várias semanas, o que significa que novos casos entre as pessoas que estavam a bordo ainda podem surgir.

O MV Hondius partiu no dia 1º de abril da Argentina para uma rota pela Antártida e pelo Atlântico Sul. O destino final seria o arquipélago de Cabo Verde, onde o navio acabou passando apenas alguns dias ancorado na costa devido ao surto. De lá partiu para as Ilhas Canárias.

O navio transportava cerca de 150 passageiros e tripulantes de 23 países quando o surto foi notificado pela primeira vez à Organização Mundial da Saúde, em 2 de maio.

A origem desse surto de hantavírus ainda é desconhecida, mas, segundo a OMS, a primeira contaminação teria ocorrido antes do início da expedição, em 1º de abril, pois o primeiro passageiro a morrer, um holandês de 70 anos, apresentou sintomas já em 6 de abril. O Ministério da Saúde da Argentina está investigando se o casal foi infectado pela exposição a fezes de roedores durante um passeio de observação de pássaros em um aterro sanitário na cidade.

A Organização Mundial da Saúde agiu rapidamente para tranquilizar o mundo, assegurando que o surto não representa uma repetição da pandemia de covid-19, e enfatizando que probabilidade de transmissão sustentada do vírus entre pessoas é muito baixa.

as/cn (Efe, Lusa, Ap, Reuters)

By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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