A central nuclear japonesa de Kashiwazaki-Kariwa, a maior do mundo, começou hoje a fornecer eletricidade depois de ter estado desligada durante mais de 14 anos.
“Às 16:00 (07:00 em Lisboa), do dia 16 de abril, recebemos o certificado de confirmação de pré-utilização e o certificado de aprovação de inspeção de pré-utilização da Autoridade de Regulação Nuclear e retomámos as operações comerciais”, explicou a TEPCO, a empresa que gere a central.
A companhia acrescentou que a central estava a operar com aproximadamente 1.356 megawatts (MW).
A TEPCO reiniciou o reator número 06 do complexo no passado mês de janeiro.
Tal como outras centrais nucleares no Japão, a central de Kashiwazaki-Kariwa foi temporariamente desligada após o desastre nuclear de Fukushima, em 2011.
A companhia responsável pela central tinha planeado retomar as operações comerciais em fevereiro, mas teve de adiar a data várias vezes devido a problemas durante o processo de arranque.
“Esta é a primeira vez em mais de 14 anos que a central de Kashiwazaki-Kariwa, que com os sete reatores combinados pode gerar até 8.212 MW, fornece energia à área metropolitana de Tóquio e à parte leste da província de Shizuoka”, disse a TEPCO.
A Assembleia da Câmara Municipal de Niigata, região onde se encontra localizada a central de Kashiwazaki-Kariwa, aprovou a reativação do reator número 06 em dezembro de 2025, depois de a agência reguladora nuclear japonesa ter aprovado a operação.
Os reatores 06 e 07 foram submetidos às inspeções necessárias para a reativação em 2017, mas a central foi posteriormente desligada devido a problemas de segurança no que dizia respeito a ataques terroristas.
Em dezembro de 2023, foram aprovadas as medidas necessárias e, desde então, a TEPCO tem vindo a realizar os procedimentos para colocar os reatores em funcionamento.
Com uma capacidade superior a 8.000 MW, a central de Kashiwazaki-Kariwa faz parte do plano de fornecimento de energia da TEPCO e está alinhada com a estratégia promovida pelo Governo japonês para impulsionar a energia nuclear de forma a atingir as metas de redução de emissões de combustíveis fósseis.
