ESG pressiona empresas e amplia controle sobre fornecedoresESG pressiona empresas e amplia controle sobre fornecedores

A pressão por práticas sólidas de ESG (ambiental, social e governança) tem se intensificado no Brasil e no exterior, especialmente após casos globais de não conformidade envolvendo grandes corporações. Em agosto de 2025, por exemplo, organizações de direitos humanos ingressaram com uma ação nos Estados Unidos contra a Tesla, acusando a empresa de trabalho forçado e “greenwashing” em sua cadeia de fornecimento de cobalto. O episódio reforçou um alerta já conhecido no mercado: falhas na gestão de fornecedores podem rapidamente se transformar em crises reputacionais e jurídicas de grandes proporções.

O avanço das exigências regulatórias e a vigilância crescente de investidores e consumidores ampliaram o alcance da governança corporativa. Se antes o foco estava restrito à conformidade documental e à responsabilização interna, hoje as empresas são cobradas por uma visão abrangente e contínua de toda a cadeia de valor do primeiro ao último elo.

Apesar de muitas companhias já contarem com políticas estruturadas e departamentos de compliance consolidados, o desafio de mapear riscos ESG ao longo da rede de terceiros permanece significativo. A distância entre o discurso institucional e a prática operacional expõe fragilidades que podem comprometer tanto a imagem quanto os resultados financeiros das organizações. “Há uma expectativa cada vez maior de investidores, consumidores e órgãos reguladores por mais transparência e responsabilidade em todas as etapas da operação. No entanto, a gestão de fornecedores ainda é vista por muitos como uma tarefa administrativa, quando, na verdade, trata-se de um eixo estratégico de governança”, afirma Carlos Butori, Country Manager e CCO da CIAL Dun & Bradstreet no Brasil.

Da reação à prevenção

A exposição a fornecedores com baixo nível de conformidade ou histórico negativo pode gerar consequências que vão de multas regulatórias a crises reputacionais severas. Envolvimento indireto com trabalho análogo à escravidão, uso de matéria-prima ilegal ou emissões irregulares de carbono são exemplos de situações que já levaram empresas a enfrentar investigações e perder contratos relevantes.

Leia a matéria completa na edição 228 da revista Feed&Food

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By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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