Lucia Bittar, diretora de marketing da Samsung, informou que a empresa no Brasil tem utilizado a IA agêntica para reunir avaliações e feedbacks dos usuários da marca no varejo online. “A gente tem umas 50 mil avaliações nas plataformas. Nenhum time consegue mapear isso tudo. Com a IA, a gente consegue ler a nossa própria plataforma e a dos nossos parceiros, que vendem nosso produto, como o Mercado Livre, Amazon e Magazine Luiza”, diz. Para a diretora, o marketing é uma área onde a IA agêntica é muito simbiótica com a parte humana. “Uma das maiores reclamações do meu time é ‘perder tempo’ no operacional e essa parte a IA faz. Então, os funcionários têm tempo para usar a função cognitiva com mais potencialidade”, complementa. Ter equipes com mais tempo para desempenhar outras habilidades dentro da empresa também é o caso da Hapvida, operadora de planos de saúde que viu esse comportamento após incorporar a assistente virtual Eugênia nos atendimentos. “A Eugênia é multiagente, tem várias especialidades: vai avaliar a necessidade do usuário, preço, configuração familiar e, depois dessa triagem, a pessoa é encaminhada a um operador”, explica Bernardo Marotta, diretor de Marketing.O uso da IA neste formato impactou positivamente a equipe, segundo Marotta, que estão menos frustrados porque atualmente só entram em contato com clientes realmente interessados em fechar negócio, já que o robô fez a triagem anterior. “A Eugênia (robô) até consegue fazer a venda inteira, mas vender plano de saúde é muito complexo. Somente 3% das vendas são feitas pela IA”, acrescenta. De outra maneira, a IBM Brasil também encaixa a IA agêntica no processo operacional. A empresa global de tecnologia tem atuação em cerca de 180 países e criou a funcionalidade chamada Client Zero, uma metodologia na qual a própria empresa testa suas novas tecnologias antes de vender, com uso massivo de IA que atua nas áreas de recursos humanos, tecnologia da informação e desenvolvimento de software. “A gente esperava ter R$ 2,5 bilhões em dois ou três anos de operação, mas chegamos a R$ 4 bilhões em otimização. E a IA não influenciou reduzir o número de funcionários”, informa Fabrício Lira, diretor de IA e Dados na IBM Brasil.

By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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