A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) organizou a visita de quatro famílias que tiveram suas moradias interditadas em razão da explosão ocorrida no Jaguaré, na Zona Oeste da capital paulista. Os atingidos conheceram as unidades habitacionais localizadas no Residencial Reserva Raposo. Após a vistoria, as quatro famílias aceitam o atendimento no residencial e dão andamento ao processo de apresentação dos documentos necessários.
As famílias afetadas pelo incidente podem optar por alternativas habitacionais apresentadas pelo Governo de São Paulo. Entre as opções oferecidas estão a transferência definitiva para apartamentos mobiliados da CDHU, a concessão de carta de crédito para a aquisição de um novo imóvel ou o recebimento de auxílio-aluguel até que as residências originais sejam totalmente reconstruídas. Toda a responsabilidade financeira pelo custeio das medidas habitacionais, bem como pela compra da mobília, fica a cargo das concessionárias Sabesp e Comgás.
Ações integradas de acolhimento e ressarcimento
O cadastramento e o mapeamento das demandas individuais das vítimas seguem centralizados pela pasta habitacional. O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado de São Paulo, Marcelo Branco, afirma que as equipes estaduais realizam o levantamento das necessidades de cada núcleo familiar para realizar a intermediação direta com as concessionárias privadas, que respondem legalmente pelas indenizações.
O Governo de São Paulo mantém uma força-tarefa integrada com órgãos públicos e as empresas envolvidas. Profissionais da Defesa Civil, Fundo Social de São Paulo, CDHU e da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) operam na região com foco em assistência humanitária, suporte habitacional e vistorias técnicas de engenharia.
Até o momento, as concessionárias confirmam que 232 pessoas já receberam o pagamento de um auxílio emergencial no valor de R$ 5 mil para custear despesas imediatas. Os desabrigados são acolhidos temporariamente em hotéis da rede referenciada e recebem monitoramento de assistentes sociais.
