A GWM deu início à fase comercial de seus caminhões movidos a hidrogênio no Brasil. Após realizar o primeiro abastecimento do modelo com hidrogênio verde produzido no Senai Cimatec Park, em Camaçari (BA), a empresa anunciou o início das negociações comerciais e projeta faturar R$ 20 milhões em 2026 com caminhões e outras soluções baseadas em células a combustível.

Segundo a fabricante, o valor considera não apenas a comercialização de caminhões, mas também outras soluções que utilizam células a combustível. Para 2027, a expectativa é elevar o faturamento para R$ 200 milhões, à medida que a operação avance no mercado brasileiro.



Foto de: GWM

De acordo com a GWM, já existem negociações em andamento com sete empresas privadas e centros de tecnologia no Brasil, além de uma empresa ligada a negócios sustentáveis na América do Sul. Caso sejam concretizadas, essas operações representarão as primeiras vendas comerciais do caminhão a hidrogênio da marca na América Latina.

O primeiro abastecimento ocorreu com hidrogênio verde produzido no próprio Centro de Referência em Tecnologias de Baixo Carbono e Hidrogênio Verde do Senai Cimatec, inaugurado em junho. O objetivo é validar o desempenho do caminhão em condições reais de operação utilizando combustível produzido localmente.

Segundo a empresa, o veículo já percorreu mais de 500 quilômetros em testes e deverá superar a marca de 1.000 quilômetros nas instalações do centro tecnológico nos próximos meses. Os ensaios avaliam aspectos como autonomia, eficiência energética, desempenho operacional e a própria infraestrutura de abastecimento.

“O primeiro abastecimento do caminhão com hidrogênio verde produzido no Cimatec representa um momento histórico para a mobilidade sustentável no Brasil”, afirmou Davi Lopes, head da GWM Hydrogen-FTXT Brasil.

Retrofit também faz parte da estratégia

Além da venda de veículos novos, a GWM pretende oferecer no Brasil serviços de retrofit para caminhões a diesel. A proposta consiste em substituir o conjunto motriz convencional por um sistema elétrico movido a célula de combustível de hidrogênio, preservando o chassi e a carroceria do veículo.

Segundo a empresa, a solução reduz o investimento necessário para descarbonizar frotas e também contorna um dos principais desafios da tecnologia no país: a ausência de uma rede pública de abastecimento. A estratégia prevê projetos dedicados para clientes específicos, com infraestrutura própria de produção e abastecimento de hidrogênio.



GWM - caminhão a hidrogênio FTXT

GWM – caminhão a hidrogênio FTXT

Foto de: GWM

Caminhão tem 544 cv e até 500 km de autonomia

Desenvolvido pela GWM Hydrogen, divisão global da FTXT, o caminhão utiliza uma célula de combustível para gerar eletricidade a partir do hidrogênio e alimentar o motor elétrico. O único subproduto do processo é vapor d’água.

O modelo entrega até 400 kW (544 cv) de potência e 2.300 Nm de torque. A bateria de apoio tem 105 kWh, enquanto os cilindros armazenam até 40 kg de hidrogênio a 350 bar, proporcionando autonomia de até 500 quilômetros.

O que você pensa sobre isso?

A GWM também destaca que o veículo possui Peso Bruto Total (PBT) de 49 toneladas e peso em ordem de marcha de 10,8 toneladas, cerca de 500 kg abaixo da média apontada pela empresa para caminhões equivalentes.

O Brasil abriga atualmente a única operação internacional da GWM Hydrogen fora da China, mercado onde a empresa afirma já ter mais de 2.000 caminhões movidos a hidrogênio em operação.

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By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART