Nota      

Conforme a Coocam “o caminhão realizava uma entrega de ração para produtores da comunidade e trafegava em baixa velocidade, cerca de 26 km/h, em uma estrada de chão com condições de barro e alta umidade. O veículo carregava mais de 29 toneladas.

De acordo com o relato do motorista, ao contornar uma curva em descida que dá acesso direto à ponte interditada, ele se deparou com a placa de interdição posicionada junto à estrutura. A cooperativa afirma que, diante da curta distância para reação e das condições escorregadias da pista, o caminhão acabou deslizando. Para evitar que o veículo caísse no rio, o condutor realizou uma manobra de emergência, momento em que parte da estrutura da ponte cedeu, deixando o caminhão parcialmente suspenso.

A Coocam destaca que, felizmente, o motorista não sofreu ferimentos e que o acidente resultou apenas em danos materiais. A ocorrência mobilizou moradores e equipes de apoio, que acompanharam a retirada do veículo e a avaliação da estrutura.

A cooperativa ressalta que a sinalização existente estava localizada apenas junto à ponte interditada, sem avisos prévios ao longo do trajeto que possibilitassem ao motorista identificar a restrição com antecedência e optar por outro caminho. A Coocam lembra ainda que o acidente ocorreu por volta das 6h da manhã, em um trecho sem iluminação pública e com baixa luminosidade.

Outro ponto destacado pela cooperativa é a existência de um desvio cerca de 800 metros antes da descida de acesso à ponte. Segundo a Coocam, esse detalhe reforça a necessidade de sinalização preventiva, já que, logo após o acidente, o local recebeu reforço na sinalização por parte do órgão responsável.

A cooperativa enfatiza que a sinalização antecipada é uma ferramenta essencial para garantir a segurança de todos que utilizam as estradas do interior. Em vias percorridas diariamente por caminhões, máquinas agrícolas e veículos de moradores, a informação prévia permite o planejamento de rotas alternativas e a redução de riscos.

A Coocam também destaca que o trajeto é utilizado regularmente para atender produtores da região e que o motorista envolvido realiza entregas periódicas na localidade, além de a frota contar com monitoramento constante.

E se fosse um transporte coletivo?

Por fim, a cooperativa avalia que o caso deve servir de reflexão sobre prevenção, infraestrutura e segurança viária nas comunidades do interior. “O acidente envolveu um caminhão de carga e não deixou feridos, mas fica a reflexão: e se fosse um ônibus escolar ou outro veículo transportando passageiros? A segurança viária não depende apenas da atenção dos motoristas, mas também de medidas preventivas, capazes de alertar sobre riscos e indicar rotas alternativas com antecedência. Quando a prevenção acontece antes do risco, todos ganham em segurança”, reforça a Coocam.

A cooperativa reafirma seu compromisso com a segurança de seus colaboradores, produtores rurais e comunidades atendidas, colocando-se à disposição para colaborar com os esclarecimentos necessários”.

 

A foto mostra, o único local que havia sinalização de ponte interditada.

 Vídeo das câmeras internas do caminhão.

Data: 23/06/2026 13:47:37
Autor: Edi Carlos Moresco (Edinho)

By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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