Os preços médios do etanol hidratado caíram em 14 estados, subiram em quatro estados e no Distrito Federal (DF), e ficaram estáveis em sete outros na semana passada. Não houve cotação no Amapá, onde nesta semana o etanol ficou cotado em R$ 5,83/litro.
Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.
Nos postos pesquisados pela ANP em todo o país, o preço médio do etanol ficou estável, a R$ 3,91 o litro.
Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço também ficou estável, a R$ 3,61 o litro.
A maior queda ocorreu em Goiás, de 2,58%, a R$ 4,16 o litro. A maior alta foi registrada em Minas Gerais, de 3,45%, a R$ 3,90/litro.
O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 2,85 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,59 o litro, foi observado em Pernambuco.
Já o menor preço médio estadual, de R$ 3,61 o litro, foi registrado em São Paulo, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amapá, de R$ 5,83 o litro.
Competitividade
O etanol estava mais competitivo em relação à gasolina em 10 estados e no Distrito Federal na semana passada.
Na média dos postos pesquisados no país, o etanol apresentou paridade de 59,97% em relação à gasolina, porcentual favorável ao biocombustível, conforme levantamento da ANP. Os dados se referem ao período de 16 a 22 de agosto.
A paridade foi de 68,78% no Acre; 66,99% no Amazonas; 66,57% na Bahia; 64,95% no Distrito Federal; 62,93% em Goiás; 54,99% em Mato Grosso; 60,22% em Mato Grosso do Sul; 63,11% em Minas Gerais; 61,75% no Paraná; 67,08% em Santa Catarina e 56,94% em São Paulo.
Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade superior a 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.
Entretanto, pela metodologia adotada, o etanol é considerado economicamente mais vantajoso quando seu preço corresponde a até 70% do valor da gasolina.
