Dez anos após o desastre de Mariana, os impactos ainda persistem / Leonardo Merçon/Agência Brasil
Considerado a maior tragédia ambiental da história brasileira, o desastre de Mariana – município em Minas Gerais – ocorreu em 5 de novembro de 2015, causado pelo rompimento da Barragem do Fundão, a qual era utilizada para guardar restos de minérios de ferro. Além do episódio ter causado a destruição do meio ambiente e a contaminação do rio Doce, 19 pessoas foram encontradas mortas.
Entretanto, os danos causados pela tragédia ainda não acabaram: De acordo com uma pesquisa realizada pela revista Total Environment Advances (Tradução: Avanços totais do meio-ambiente) – com o apoio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e de universidades brasileiras como a Unesp e Federal do Paraná (UFRP) -, 503 tipos de peixes encontrados no rio em Mariana foram analisados.
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Com isso, pesquisadores concluíram que os animais marinhos presentes não estão adequados para o consumo e que podem até mesmo causar riscos à saúde humana.
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O ácumulo da contaminação incluí metais como cromo, chumbo e cádmio que, além dos dois primeiros serem cancerígenos, representam riscos sérios à saúde. Do mesmo modo, o chumbo pode causar problemas de memórias e diminuição no QI (Quociente de Inteligência).
Devido à gravidade das circunstâncias ambientais, os pesquisadores envolvidos destacam a necessidade urgente de ações por parte de autoridades e de gestores ambientais.
*O texto acima contém informações dos portais Agência Fapesp e Toda Matéria
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