O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou nota de solidariedade ao povo venezuelano após os terremotos que atingiram o país na quarta-feira (24) e deixaram ao menos 164 mortos e quase mil feridos, segundo autoridades locais.
No comunicado, o movimento afirma acompanhar com “profunda solidariedade” a situação e presta apoio às famílias das vítimas, às comunidades atingidas e às equipes de resgate que atuam nas áreas afetadas.
“Neste momento de dor, expressamos nosso apoio às famílias das vítimas, às cidades, bairros e comunidades atingidas, aos trabalhadores e trabalhadoras que enfrentam as consequências deste desastre, bem como às equipes que atuam para salvar vidas”, diz a nota.
O movimento, que tem laços profundos com a Venezuela, também reafirmou seu princípio internacionalista, baseado na solidariedade ativa.
“O MST reafirma seu compromisso internacionalista e envia seu abraço solidário a todo o povo venezuelano”, reforçou o movimento.
Militantes da Brigada Apolônio de Carvalho informaram que estão em segurança. Os integrantes relataram momentos de forte abalo e dificuldades estruturais nas primeiras horas após os sismos. Segundo a brigada, militantes e estudantes da Escola Latino-Americana de Medicina (Elam) deixaram os prédios no momento dos tremores.
“Tudo foi muito rápido e muito forte. Em Caracas houve vários pontos de desabamentos. Não sabemos mensurar o nível de pessoas atingidas. Mas há informações de que os hospitais estão colapsados. Alguns pontos sem energia elétrica e a internet com limitações”, diz a mensagem compartilhada aos apoiadores.
A Brigada Apolônio de Carvalho reúne militantes do MST que atuam na Venezuela em projetos de agroecologia, soberania alimentar, produção de sementes e formação política, além de intercâmbio de estudantes de medicina. A iniciativa teve início em 2006, a partir de articulações entre o movimento e o governo venezuelano.
