23 de ago de 2026 às 12:09
Depois de rezar o Ângelus de hoje (23), na praça de São Pedro no Vaticano, o papa Leão XIV recordou as vítimas de um surto de Ebola na República Democrática do Congo e de um deslizamento de terra fatal em uma mina na República Centro-Africana.
“Na minha oração, recordo com frequência a República Democrática do Congo, devido – em particular – à propagação da epidemia de Ébola, que está infelizmente a causar muitas vítimas. A fim de salvar tantas vidas humana, encorajo uma resposta por parte da Comunidade Internacional, que envolva também as comunidades locais no trabalho de prevenção”, disse Leão XIV.
O recente surto de Ebola na República Democrática do Congo foi declarado pela primeira vez em maio de 2026, vitimando cerca de 2,5 mil pessoas, segundo uma reportagem da BBC de 21 de agosto. O país está atualmente distribuindo uma vacina contra o vírus, e autoridades de saúde pública declararam que este é o surto mais letal da história do país.
Em 18 de agosto, um deslizamento de terra em uma mina de ouro perto de Zamboyé, no oeste da República Centro-Africana, soterrou e matou mais de 100 trabalhadores, segundo uma reportagem da BBC de 19 de agosto. Esforços de resgate estão em andamento em busca de possíveis sobreviventes, e o papa Leão rezou por todos aqueles que perderam a vida no desastre.
“Estou igualmente próximo à população da República Centro-Africana, que chora as vítimas do deslizamento de terras ocorrido numa mina em Zamboyé. Que o Senhor acolha aqueles que perderam a vida e sustente o empenho colocado para garantir a segurança e a legalidade nas zonas mineiras”, disse o papa.
‘Quem é Jesus para mim?’
Durante o Ângelus, o papa também refletiu sobre o Evangelho do dia, no qual Jesus pergunta aos discípulos sobre a sua identidade e Pedro professa a sua fé em Jesus como o Filho de Deus.
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O papa disse que a questão da identidade de Jesus é decisiva para a vivência cotidiana do discipulado.
“A pergunta que diariamente nos é colocada – quem é Jesus para mim e qual o significado da sua presença na minha vida – surge especialmente na oração e quando meditamos sobre o Evangelho”, disse o papa.

“Enfim, no âmbito da nossa vida, podemos avaliar se, para nós, o Senhor Jesus é apenas uma grande figura da história que disse e fez coisas importantes, ou se é o Cristo de Deus, Aquele que foi enviado para nos introduzir no amor do Pai e transformar a nossa vida e o mundo em que vivemos”, acrescentou o papa.
O papa incentivou os fiéis a não se fecharem nas suas próprias convicções sobre Cristo, mas a “nos mantermos abertos a uma relação autêntica com Cristo”.
“Mas Jesus chama-nos a uma resposta pessoal, a conhecê-Lo de perto, a deixarmo-nos escrutinar a partir da amizade com Ele, num encontro sempre novo que pode exigir-nos percorrer caminhos inéditos e fazer escolhas diferentes das que imaginávamos”, concluiu.

