Vários bombardeamentos russos em Kyiv causaram hoje pelo menos um morto, anunciou o presidente da Câmara da capital ucraniana. Além da vítima mortal, estes ataques noturnos com mísseis e drones fizeram pelo menos 13 feridos, sete dos quais foram hospitalizados, escreveu na plataforma de mensagens Telegram Vitali Klitschko.
“A capital é alvo de um ataque massivo com mísseis balísticos. São possíveis novos disparos. Fiquem nos abrigos!», escreveu na plataforma Telegram o chefe da administração militar de Kyiv, Tymour Tkatchenko.
Pelo menos quatro locais da cidade foram atingidos, incluindo edifícios residenciais, acrescentou.
Estes bombardeamentos ocorrem poucos dias após um ataque ucraniano mortal a uma escola secundária numa região ocupada pela Rússia, ao qual o presidente russo, Vladimir Putin, prometeu uma resposta militar.
Dezenas de pessoas, de acordo com relatos da agência France-Presse, refugiaram-se numa estação de metro no centro da cidade, onde as explosões fazem tremer os edifícios.
Jornalistas da agência France-Presse (AFP) em Kyiv ouviram várias explosões que fizeram estremecer edifícios e viram balas traçantes (munições com uma carga pirotécnica na base e cuja trajetória é visível) a cortar o céu escuro.
Os jornalistas também ouviram tiros de metralhadora, provavelmente com o objetivo de abater um drone que sobrevoava o centro da cidade.
Um alerta de ataque aéreo foi acionado em toda a Ucrânia. O exército ucraniano disse que este ataque maciço à capital envolveu “mísseis de vários tipos e drones”.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tinha alertado no sábado para um potencial ataque russo de grande envergadura, com a possível utilização do recente míssil hipersónico de alcance intermédio Orechnik, implantado no ano passado na Bielorrússia.
Moscovo utilizou-o duas vezes desde o início da sua invasão em grande escala da Ucrânia, desencadeada em fevereiro de 2022: em novembro de 2024 contra uma fábrica militar, e em janeiro de 2026 contra uma fábrica aeronáutica no oeste da Ucrânia, perto das fronteiras da NATO.
O presidente russo, Vladimir Putin, prometeu uma resposta militar após um ataque com ‘drones’ ucranianos contra edifícios escolares em Starobilsk, em território ucraniano ocupado por Moscovo, na noite de quinta-feira para sexta-feira, que causou pelo menos 18 mortos e mais de 40 feridos.
Kyiv negou ter visado alvos civis e afirmou ter atacado uma unidade russa de ‘drones’ estacionada na região.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, e a guerra entre os dois países provocou milhões de refugiados e deslocados, bem como um número por determinar de baixas civis e militares.
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