O corpo do cantor Oliver Tree, morto em um acidente entre dois helicópteros no Rio de Janeiro, foi repatriado para os Estados Unidos. A equipe do artista comunicou que o sepultamento ocorrerá na Califórnia e que o trabalho, agora, será para erguer uma fundação que era seu desejo em vida.
“Oliver está agora de volta à Califórnia, onde finalmente pode descansar. Seu legado continuará vivo por meio de sua fundação/fundo patrimonial chamado “Dr. Oliver Tree’s Extremely Epic Grant For Baby Geniuses” (Bolsa Extremamente Épica do Dr. Oliver Tree para Bebês Gênios), que será lançada em breve. Isso é algo que Oliver havia planejado antes de seu falecimento, escrito em seu testamento. Nós garantiremos que seu desejo se concretize para que mais alegria, amor e arte possam ser espalhados pelo mundo — esse era o seu último desejo”, diz a publicação deste domingo (21).
Oliver morreu aos 32 anos, no dia 14 de junho. Ele faria 33 anos na próxima segunda-feira (29) e estava se preparando para uma turnê na Europa. O youtuber argentino Gaspi estava a bordo e também morreu, aos 23 anos. Além deles, morreram os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac, o diretor Lucas Vignale e o produtor Lucas Brito Chaves, conhecido como Lucas Frota.
Helicópteros colidiram no ar e caíram em estacionamento, levando a explosões de carros elétricos

O acidente ocorreu no Recreio dos Bandeirantes, zona sudoeste do Rio de Janeiro. Todos os seis ocupantes das duas aeronaves morreram. A colisão no ar culminou em uma queda em um estacionamento da BYD, causando explosões de carros elétricos.
Agora, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) segue apurando as circunstâncias e causas. No registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o JetRanger de 1999 e o “Esquilo” de 2012 constam como autorizados para voos privados, mas não para taxi aéreo.
O painel do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, alimentado pelo Cenipa, registra 15 acidentes ou incidentes aéreos desde o início do ano, sendo 8 envolvendo helicópteros. As estatísticas mostram que 47,3% das ocorrências são causadas por falha técnica humana, enquanto 33,1% estão relacionados a aspectos psicológicos do piloto.
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