A Associação Brasileira das Indústrias de Não Tecidos e Tecidos Técnicos (ABINT) destaca o papel estratégico do setor na agenda ESG brasileira e reforça que, com inovação, responsabilidade ambiental e impacto social positivo caminham juntos no desenvolvimento industrial. Pioneiro na utilização de fibras de poliéster reciclado em larga escala, o setor de não-tecidos e tecidos técnicos consolidou-se como uma das principais cadeias de economia circular do país. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do PET (ABIPET), o Brasil recicla cerca de 410 mil toneladas de garrafas PET por ano, sendo que aproximadamente 24% desse volume são destinados ao setor de não-tecidos, o equivalente a mais de 100 mil toneladas anuais em 2024.
Quando consideradas empresas totalmente verticalizadas, esse volume pode ultrapassar 100 mil toneladas por ano. Na prática, isso representa mais de 1 bilhão de
garrafas PET recicladas anualmente e transformadas em produtos de alto desempenho utilizados em diversos setores da economia, como o automotivo, agro, infraestrutura e outros. Por meio de tecnologias avançadas de reciclagem e de engenharia de materiais, essas embalagens retornam ao mercado na forma de fibras técnicas aplicadas em peças automotivas, carpetes, para-lamas, produtos para construção civil, geo têxteis para obras de infraestrutura, soluções para rodovias, ferrovias, drenagem, agronegócio e decoração.
Além do impacto ambiental positivo, o setor possui forte contribuição social dentro da cadeia ESG. Parte significativa da matéria-prima reciclada utilizada pela indústria vem de cooperativas, sucateiros e catadores, fomentando geração de renda, inclusão produtiva e fortalecimento da economia circular brasileira. Os dados do setor demonstram que 54% da matéria-prima reciclada têm origem em sucateiros, 33% em cooperativas, 2% em catadores e 1% em sistemas de coleta seletiva. Esse ecossistema conecta indústria, responsabilidade ambiental e impacto social, reforçando o papel da ABINT como uma entidade que vai além da representação setorial, atuando como articuladora de práticas sustentáveis e inovação industrial.
A entidade também promove iniciativas alinhadas às metas globais de descarbonização, incentivando a redução das emissões de carbono, a eficiência energética, o uso de
matérias-primas renováveis e recicláveis o desenvolvimento de produtos sustentáveis e o fortalecimento da Economia Circular. “Quando falamos em ESG, falamos de um setor que gera impacto ambiental positivo, movimenta inclusão social e desenvolve soluções técnicas fundamentais para infraestrutura e qualidade de vida. O setor de não tecidos técnicos é hoje um importante exemplo de como a indústria brasileira pode ser sustentável, inovadora e competitiva ao mesmo tempo”, disse Fabricio Zambotto, Vice Presidente da Abint e coordenador do Comitê de Sustentabilidade da entidade.
