Carolina Martins, em representação do ADN Madeira, considera necessário “esclarecer de forma completa” o incidente ocorrido
no dia 21 de agosto na Praia da Fontinha, no Porto Santo, que levou à interdição temporária dos banhos após a chegada ao mar de água com resíduos de cimento.
“Segundo as explicações prestadas publicamente pelo presidente da Águas e Resíduos da Madeira, a ocorrência aconteceu durante as obras de construção de uma nova galeria de captação de água destinada à unidade dessalinizadora. A ARM explicou que, durante estes trabalhos, é necessário retirar água da zona da obra e devolvê-la ao mar depois da passagem por sistemas de decantação e filtragem. A própria ARM reconheceu publicamente que ocorreu uma falha num desses sistemas e que a água devolvida ao mar transportou resíduos de cimento. A empresa informou também que a operação foi interrompida, que foram
realizados trabalhos de limpeza e que seriam adotadas medidas adicionais para evitar a repetição da ocorrência. O presidente da ARM afirmou ainda que não existia contaminação biológica. O ADN Madeira não contesta essa afirmação nem afirma que tenha existido contaminação biológica. O que pede é que sejam conhecidos os elementos técnicos que permitiram avaliar a situação e a segurança da zona balnear”, descreve o partido, em comunicado.
Face ao exposto, o ADN pede à ARM que esclareça as seguintes questões:
1. O que falhou concretamente no sistema de decantação ou filtragem e por que razão os resíduos de cimento chegaram ao mar.
2. Durante quanto tempo ocorreu a descarga, qual a quantidade aproximada libertada e qual a área efetivamente afetada.
3. Se foram recolhidas amostras da água ou da areia para análise e, caso tenham sido realizadas análises, se os respetivos resultados serão divulgados.
4. Quais os critérios técnicos utilizados, ou a utilizar, para avaliar as condições de segurança da praia.
5. Que alterações foram introduzidas na obra para impedir que uma situação semelhante volte a acontecer.
“O ADN Madeira não antecipa culpa, negligência ou responsabilidade jurídica sem factos que o demonstrem. Existe, contudo, um facto que não está em discussão: uma falha reconhecida pela própria entidade responsável pela obra permitiu que água com resíduos de cimento chegasse ao mar e a situação levou à interdição temporária da Praia da Fontinha”, remata.
