A Fuvest é a porta de entrada para a USP; inscrições abrem nesta 2ª feira (18.ago) às 12hAs ferramentas foram criadas com a intenção de trazer confiança às equipes de comunicação na divulgação e amplificação de boas práticas de ESG; na imagem, uma pessoa usa o computador

Iniciativa reúne checklists para evitar divulgação de informações falsas sobre agenda ESG e tira dúvidas por meio do ChatGPT

Empresas e consumidores podem acessar um manual de comunicação anti-washing on-line e gratuito, para orientar a propaganda e divulgação de ações socioambientais e boas práticas de governança. Uma inteligência artificial também foi treinada para esclarecer dúvidas sobre o tema.

O termo anti-washing deriva da palavra em inglês greenwashing (lavagem verde, na tradução livre), criada na década de 1980 para designar práticas ambientais enganosas. Desde então, ganhou adaptações como social washing e governance washing para outras propagandas duvidosas que divulgam falsas práticas sociais ou de governança.

O manual é uma iniciativa da Pace (Plataforma de Ação Para Comunicar e Engajar), do Pacto Global das Nações Unidas – Rede Brasil. A ferramenta reúne critérios práticos para ajudar empresas a comunicar suas agendas ESG (ambiental, social e de governança, na sigla em inglês).

“É uma ferramenta com checklists e metodologia destinados a conselhos de administração, profissionais de marketing, comunicação, sustentabilidade, compliance jurídico. Todas as camadas de profissionais podem utilizar”, afirma Ana Urquiza, gerente de Comunicação, Marketing e Eventos do Pacto Global da ONU.

Para acessar o Manual Anti-Washing em Sustentabilidade basta navegar na página do Pacto Global – Rede Brasil.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Segundo Ellen Bileski, diretora-executiva da Ecomunica e cocriadora das ferramentas, elas foram criadas com a intenção de trazer confiança às equipes de comunicação na divulgação e amplificação de boas práticas de ESG.

“Muitas vezes as empresas deixam de comunicar ações legais porque têm medo de cair nessa coisa do escrutínio, do washing”, disse.

O manual foi um dos conteúdos utilizados para treinar a inteligência artificial. Além dele, a ferramenta também recebeu os conteúdos do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), os Princípios Orientadores da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos, os padrões estabelecidos pela GRI (Global Reporting Initiative) e pelo ISSB (International Sustainability Standards Board), referências mundiais na elaboração de relatórios sobre sustentabilidade.

O assistente funciona dentro do ChatGPT e pode ser usado para revisão de narrativas institucionais e de linguagem, criação de campanhas, avaliação de riscos e apoio para a comunicação ESG.

“Hoje o ChatGPT é a inteligência artificial mais democrática, mais usada pelas pessoas em geral, então, a gente teve essa preocupação de ser dentro de uma IA que é bastante acessível”, destaca Ellen Bileski.

Também pode ser usado por consumidores que queiram esclarecer se uma campanha é confiável ou não. De acordo com Ana Urquiza, os instrumentos foram criados a partir dos 3 principais pilares da Plataforma de Ação Para Comunicar e Engajar: ética, evidência e engajamento. Com esses princípios, as empresas são orientadas a comunicar, com ética, somente o que tem evidência para comprovação e de forma transparente.

“As informações precisam estar disponíveis e acessíveis para que a comunidade possa verificar se elas são realmente alinhadas à prática e não estão só no discurso”, declarou Ana.


Este texto foi originalmente publicado pela Agência Brasil, em 4 de agosto de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.

By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART