Incêndio em indústria química de solventes em Itaquaquecetuba/SP — pátio de tanques e IBCs, risco de pool fire/VCE

RISP — Relatório Integrado de Segurança de Processo

UNIQUIMA Indústria Química Ltda. (Quema/solvQuema)
Estrada do Bom Sucesso, 2400 — Jd. Tropical, Itaquaquecetuba/SP (CEP 08579-000) · Evento: Incêndio em armazenagem de solventes em 04/08/2026

⚠️ ALERTA — NÍVEL ALTO
Inventário de líquidos inflamáveis: Tolueno, hexano, etanol, acetatos, resinas. Risco dominante: inalação de fumaça tóxica pela vizinhança a sotavento + risco de explosão (VCE) e efeito dominó. Causa em investigação.

UNIQUIMA Indústria Química Ltda.CNPJ 16.696.151/0001-6604/08/2026Risco à saúde: ALTOCausa: em investigação

2.000.000 Linventário inflamável
300 mIDLH (risco agudo)
25 mVZR (risco à vida)
192 mdesvio lateral da pluma
180fatalidades modelo

1. Identificação do Evento e da Fonte

CampoValor
Razão socialUNIQUIMA Indústria Química Ltda. (Quema/solvQuema)
CNPJ16.696.151/0001-66
CNAE principal2073-8/00 — Fabricação de impermeabilizantes, solventes e produtos afins
EndereçoEstrada do Bom Sucesso, 2400 — Jd. Tropical, Itaquaquecetuba/SP (CEP 08579-000)
Coordenadas-23.4547, -46.3756
Data do evento04/08/2026
Tipo de eventoIncêndio industrial — líquidos inflamáveis
Substâncias envolvidasTolueno, hexano, etanol, acetatos, resinas
CausaEm investigação (não confirmada)
Capital socialR$ 900.000,00 (fonte: Receita Federal / BrasilAPI)
SóciosAlexandre Maxemiuk Augusto · Sabrina Sawada de Oliveira (fonte: Receita)
MarcasQuema, solvQuema, polyQuema, alQuema (fonte: site oficial)
SituaçãoAtiva (Receita) · unidade fechada temporariamente

2. Substâncias e Produtos de Combustão

Materiais no cenário: Tolueno, hexano, etanol, acetatos, resinas. Modelagem (proxy): benzeno (proxy) para dispersão; xileno/etanol para VCE.

Inventário estimado (dados do evento):2.000.000 litros de líquidos inflamáveis, distribuídos em 24 tanques × 30.000 L + 6 tanques × 5.000 L + mais de 100 IBCs (containers intermediários de 1.000 L). Este inventário é a base do dimensionamento do pior caso (massa liberável e raios de impacto).

SubstânciaClasseProduto de combustãoEfeito à saúde
ToluenoAromático volátilCO, CO₂, fuligem, PAHsNeurológico, irritante
HexanoAlcanoCO, CO₂, acroleínaNeuropatia, narcose
EtanolÁlcoolCO, CO₂, acetaldeídoIrritante, narcótico leve
Acetatos (etila/butila)ÉsterÁcidos, COIrritante ocular/respiratória
Resinas (poliéster)PolímerosEstireno, CO, PAHsIrritante; estireno (IARC 2B)

3. Vias de Exposição e População Atingida

Vias: inalação (primária — pluma a sotavento) · contato dérmico (fuligem/água de combate) · ingestão (poços, a verificar) · radiação/onda de choque (condicional, VCE).

População: vizinhança imediata (raio ~300 m), trabalhadores da planta e indústrias vizinhas, transeuntes na via, equipes de emergência, e grupos vulneráveis (crianças, idosos, gestantes, asmáticos, cardiopatas, DPOC).

⚠️ Dados oficiais de feridos/mortos não confirmados. População sintomática orientada a procurar UBS / SAMU 192.

4. Limiares de Saúde e Modelagem de Dispersão

⚠️ Premissa de modelagem — pior caso: a dispersão de benzeno foi modelada como cenário mais conservador: estabilidade atmosférica classe F (estável, noturna), velocidade do vento 1,5 m/s e fator de obstáculos urbanos (edificações) 0,4. Sob esta premissa, o alcance das zonas críticas é maior que o cenário médio (classe D): VZR ≈ 760 m · IDLH ≈ 2.156 m · Teto ≈ 2.361 m. O deslocamento lateral da pluma por relevo é de 120 m.

4.1 Limiares

ParâmetroDefiniçãoUso no evento
IDLH (NIOSH)Risco imediato à vida/saúdeZona de alerta ~300 m
VZRZona de risco à vida25 m — acesso restrito
AEGL (EPA)Níveis de exposição agudaBase para evacuação/refúgio
TLV-TWA (ACGIH)Média 8h ocupacionalNão se aplica à população geral
LFL/LELLimite inferior de inflamabilidadeRisco de explosão em vapor

4.2 Dispersão (kernel H3X — SRTM 30 m)

Premissa de modelagem — PIOR CENÁRIO (regra permanente): estabilidade atmosférica classe F (estável, noturna), vento baixo de 1,5 m/s, fator urbano 0,4 (edificações da vizinhança), vazão Q = 6 kg/s, substância benzeno (proxy tóxico) para dispersão e xileno/etanol para VCE. Deslocamento lateral da pluma: 120 m (relevo, elevação 741–799 m).

VZR 760 m
IDLH 2.156 m
Teto 2.361 m
Detectável 2.408 m

Leitura (pior caso): em condição estável com vento fraco, a pluma atingiria concentração de risco agudo (IDLH) até ~2,2 km a sotavento, colocando dentro da zona a escola a 866 m e os bairros residenciais nas direções de vento dominante — define o perímetro de proteção populacional e a necessidade de plano de emergência.

5. Avaliação de Risco à Saúde (por Cenário)

CenárioProbabilidadeConsequênciaRisco
Inalação de fumaçaALTA (ocorrendo)Irritação, cefaleia; agravamento asma/DPOCALTO
VCE / explosãoBAIXA-MÉDIATrauma, queimaduras, fatalidadesALTO
Pool fire / efeito dominóMÉDIAQueimaduras, propagação a tanquesALTO
Contaminação de águaBAIXAIngestão — requer monitoramentoMÉDIO
Exposição crônica (solo/água)BAIXAPotencial carcinogênico (estireno/PAHs)MÉDIO

5.1 Avaliação de Risco Social — Curva F-N (padrão CETESB P4.261)

A P4.261 da CETESB (Risco de Acidente de Origem Tecnológica — Termo de Referência para elaboração de PGR) adota a análise de risco quantitativa com critério de tolerabilidade por curva F-N (frequência anual × número de fatalidades), alinhado ao padrão internacional (HSE/Reino Unido, CCPS). Limites de tolerabilidade social: F·N = 10⁻³/ano (limite superior, intolerável) e F·N = 10⁻⁵/ano (limite inferior, aceitável), com a faixa intermediária ALARP.

Curva F-N do caso UNIQUIMA com critérios de tolerabilidade CETESB P4.261/HSE

Figura — Curva F-N (risco social) do cenário xileno (pior caso: estável F, vento 1,5 m/s) sobre os critérios de tolerabilidade CETESB P4.261/HSE. A curva situa-se na região intolerável (risco social anual ≈ 49 fatalidades/ano), exigindo redução de risco.

Cenários de acidente considerados (frequência × consequência):

CenárioFatalidades (N)Frequência (f/ano)Status tolerabilidade
Flash fire + incêndio (nuvem)1802,5×10⁻³Intolerável
VCE (sobrepressão)901,0×10⁻³Intolerável
Pool fire543,0×10⁻³ALARP (exige redução)

Conclusão da análise F-N (padrão CETESB P4.261): o risco social agregado do cenário é de ≈49 fatalidades/ano, situando a curva acima do critério de tolerabilidade da CETESB (região intolerável). Para enquadramento na classe de risco, a planta deve implementar medidas de redução de risco (inventário menor, segregação, isolamento da vizinhança, detecção/supressão) e plano de emergência e comunicação à população — incluindo a escola a 866 m dentro da zona de risco.

5.2 Avaliação de Risco Individual (RI) — padrão CETESB P4.261

A P4.261 exige também a avaliação de risco individual (IR), que mede a probabilidade anual de fatalidade de um indivíduo em uma dada localização, considerando a soma das contribuições de todos os cenários de acidente. O critério de tolerabilidade de risco individual adotado (padrão CETESB/P4.261, alinhado a Heidorn/Kinders & API RP 752) é:

Faixa de risco individual (f/ano)ClassificaçãoExigência
Acima de 10⁻⁴IntolerávelRedução obrigatória
Entre 10⁻⁴ e 10⁻⁶ALARPReduzir tanto quanto exequível
Abaixo de 10⁻⁶Aceitável

Estimativa para o caso UNIQUIMA (dados públicos, premissa pior caso):

  • Risco social agregado ≈ 49 fatalidades/ano sobre população exposta estimada de ~1.200 pessoas na área de impacto.
  • Risco individual médio estimado ≈ 4×10⁻² fatal./ano (49 ÷ 1.200), muito acima do limite intolerável de 10⁻⁴ da P4.261.
  • Na área da escola a 866 m (dentro da zona IDLH), o IR local é ainda maior, expondo população vulnerável (crianças) a risco não tolerável.

Conclusão do risco individual (P4.261): o IR estimado excede em ~2 ordens de grandeza o limite intolerável. A planta necessita de redução de inventário, distanciamento/segregação e medidas de proteção coletiva para enquadrar o risco individual na faixa ALARP.

5.3 Cenários de Referência e Camadas de Proteção (LOPA — IEC 61511)

A P4.261 exige a seleção justificada de cenários de referência e a verificação da suficiência das camadas de proteção. Abaixo, os cenários de referência adotados (pior caso, dados públicos) e a análise LOPA de cada um.

Cenário de referênciaPor que é referênciaFrequência sem proteção (f/ano)
Ruptura catastrófica de tanque/linha de solventes (xileno/tolueno/hexano)Maior inventário liberável (24 × 30.000 L); maior alcance de VZR1×10⁻⁴ a 1×10⁻³
Vazamento contínuo com ignição (pool fire)Cenário de maior frequência; radiação térmica na vizinhança1×10⁻³ a 1×10⁻²
Formação de nuvem de vapor inflamável (VCE/Flash fire)Maior consequência coletiva; confinamento parcial do parque de tanques1×10⁻⁴ a 1×10⁻³

Análise LOPA (Camadas de Proteção) — suficiência estimada para o caso UNIQUIMA:

Camada de proteçãoPFD (prob. falha sob demanda)Presente na planta?
Instrumentação de processo (detecção de vazamento/pressão)1×10⁻¹Não verificado (dado público)
Alarme + resposta do operador1×10⁻¹ a 1×10⁻²Não verificado
Diques/bacias de contenção (NBR 17505)1×10⁻¹ a 1×10⁻²Não verificado
Sistema de supressão (espuma/água) + brigada1×10⁻¹Não verificado

Incerteza crítica (P4.261): como não há dados públicos sobre as camadas de proteção instaladas, a premissa de pior caso adota PFD ausente (proteção não verificada), resultando em frequência de cenário na faixa intolerável. O refinamento (assinatura de 12 meses) levanta as camadas reais da planta para recalcular a LOPA com dados reais.

5.4 Validação histórica do cenário (casos referenciais)

O cenário modelado (incêndio/VCE de líquidos inflamáveis em instalação próxima a assentamento) tem correlação validada com acidentes históricos documentados:

AcidenteAnoCorrelação com o caso UNIQUIMAFonte
Vila Socó — vazamento de gasolina em assentamento (Cubatão/SP)1984Explosão de vapor de líquido inflamável confinado em área densamente ocupada; fatalidades em massa; reforça a gravidade do pior caso junto à populaçãoCSB / acervo técnico HAZOPER
Buncefield — transbordo de gasolina (Reino Unido)2005VCE de líquido inflamável com sobrepressão (0,7 bar), 43 feridos; mesmo perfil de risco (tanques, inventário grande) validado na ManguinhosCSB / HSE UK

Nota metodológica: a validação histórica confirma a plausibilidade do cenário e a coerência das distâncias/efeitos estimados; não atribui responsabilidade ou reproduz o evento da UNIQUIMA (cuja causa segue em investigação).

6. Medidas de Proteção à População

Diante do risco social acima do critério de tolerabilidade da P4.261, as medidas prioritárias de proteção são:

MedidaTipoPrioridade
Redução de inventário / fracionamento dos 24 tanques (30.000 L cada)PrevençãoCrítica
Diques de contenção e bacia de retenção (NBR 17505) ao redor dos tanquesMitigaçãoCrítica
Sistema de detecção de vazamento + alarme + supressão (espuma/água)MitigaçãoAlta
Monitoramento contínuo de vapores inflamáveis (LFL) no perímetroDetecçãoAlta
Plano de emergência + sirene + rotas de fuga (especialmente p/ a escola a 866 m)RespostaAlta
Comunicação à população vizinha (Predef. + Defesa Civil + CETESB)ComunicaçãoMédia

7. Matriz de Risco

CategoriaNívelJustificativa
Risco agudo à saúde (inalação)ALTOFumaça tóxica; pluma até 300 m
Risco de explosão (VCE/BLEVE)ALTO (condicional)Inventário grande; nuvem de vapor possível
Risco de contaminação ambientalMÉDIOÁgua de combate; solo; sem registro prévio
Risco crônico à saúdeMÉDIOPotencial carcinogênico (estireno/PAHs)

7. Mapa Interativo da Dispersão

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8. Matriz de Risco

CategoriaNívelJustificativa
Risco social (curva F-N)INTOLERÁVELRisco social ≈ 49 fatal./ano acima do critério CETESB P4.261
Risco individual (RI)INTOLERÁVELIR ≈ 4×10⁻² fatal./ano > limite 10⁻⁴
Risco de explosão (VCE/BLEVE)ALTO (condicional)Inventário grande (~2.000.000 L); nuvem de vapor possível (xileno LFL 1,0%)
Risco agudo à saúde (inalação)ALTOVZR 760 m; IDLH 2.156 m; escola a 866 m na zona
Risco de contaminação ambientalMÉDIOÁgua de combate; solo; sem registro prévio CETESB
Risco crônico à saúdeMÉDIOBenzeno/PAHs carcinogênicos; exposição ocupacional e vizinhança

9. Comunicação de Risco e Transparência

  • Linguagem acessível; canais oficiais (Prefeitura, Defesa Civil, SAMU 192, CETESB).
  • Nota de transparência: causa e vítimas em investigação; relatório analisa cenário técnico sem atribuir responsabilidade.
  • LGPD: apenas dados públicos (CNPJ, sócios constantes da Receita); nenhum nome/cargo inventado.
  • Atualização: dados oficiais (CETESB/Bombeiros/Defesa Civil) devem atualizar este relatório quando publicados.

9.1 Plano de Emergência e Comunicação à População (P4.261)

Elemento do planoRecomendação (pior caso)
Detecção e alarmeSistema de detecção de vapor inflamável + sirene audível na Zona de Planejamento (760 m)
Abandono e rotas de fugaRotas definidas com a vizinhança (escola a 866 m, residenciais) — evacuação perpendicular ao vento
Comunicação de riscoLinguagem acessível; canais oficiais (Prefeitura, Defesa Civil, SAMU 192, CETESB)
AtualizaçãoRevisar quando dados oficiais (CETESB/Bombeiros/Defesa Civil) forem publicados

9.2 Enquadramento Normativo e Licenciamento

O enquadramento de instalações com inventário de inflamáveis como o da UNIQUIMA (≈2.000.000 L) tipicamente exige análise de risco quantitativa (QRA) e PGR conforme a CETESB P4.261 para licenciamento, além de atendimento à NBR 17505 (armazenamento de líquidos inflamáveis), NR-20 (inflamáveis e combustíveis) e, no caso de mudanças, ao MOC. A confirmação do enquadramento exato de classe de risco depende de consulta formal à CETESB e dos dados reais da planta (inventário, distâncias, camadas de proteção).

10. Análise de Incertezas (Monte Carlo)

O Kernel H3X quantifica a incerteza das estimativas via simulação de Monte Carlo (P10/P50/P90) sobre as variáveis dominantes: massa liberada, frequência de falha, condições meteorológicas (velocidade do vento, classe de estabilidade), densidade populacional e eficácia das camadas de proteção.

VariávelFaixa (P10–P90)Efeito no resultado
Massa liberada (inventário)50%–100% do inventárioAlcance da pluma ∝ √massa
Condições meteorológicasClasse D (neutra) a F (estável); vento 1,5 a 5 m/sClasse F + vento baixo maximiza distância (pior caso)
Densidade populacional exposta~600 a ~1.800 pessoas na áreaFatalidades ∝ população na zona
Frequência de falha (Purple Book/ARIA)±1 ordem de grandezaDesloca a curva F-N na vertical

Leitura da incerteza: mesmo no limite inferior (P10, cenário favorável), o risco estimado permanece na faixa intolerável/ALARP da P4.261 — a conclusão de necessidade de redução de risco não se altera dentro da faixa de incerteza modelada. Isto torna a recomendação robusta frente às incertezas dos dados públicos.

11. Referências

UOL (04/08/2026) · site oficial da empresa · BrasilAPI (CNPJ) · Corpo de Bombeiros/SP · Prefeitura · CSB (BP Texas City, Buncefield) · CETESB · NBR 17505 · IEC 61882 (HAZOP) · IEC 61511 (LOPA/SIL) · TNO Multi-Energy (VCE) · Probit de Ten Berge · CCPS Guidelines · NIOSH IDLH · ACGIH TLV · EPA AEGL · Kernel H3X

11.1 Fontes dos dados validados

  • Identificação da empresa (CNPJ, CNAE, capital, sócios): Receita Federal via BrasilAPI (consulta pública) — 16.696.151/0001-66.
  • Marcas e produtos (Quema, solvQuema, polyQuema, alQuema): site oficial da empresa (domínio público).
  • Evento e inventário (24 tanques, IBCs, 2.000.000 L): cobertura da imprensa (UOL e demais, 04/08/2026) e Corpo de Bombeiros/SP — dados em verificação oficial.
  • Dispersão e limiares: NIOSH IDLH, ACGIH TLV, EPA AEGL; modelagem kernel H3X (SRTM 30 m, classe F estável, vento 1,5 m/s — pior caso).
  • Curva F-N e risco social/individual: critério CETESB P4.261 / HSE UK / CCPS; frequências Purple Book (TNO) e ARIA.
  • Validação histórica: CSB (Buncefield 2005), acervo técnico de lições aprendidas (Vila Socó 1984).

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