Boletim de MONEY REPORT sobre questões ambientais, sociais e de governança no mundo dos negócios
Vivo chega a 42% de mulheres no conselho
A espanhola María Cristina Rotondo Urcola é a nova integrante do Conselho de Administração da Telefônica Brasil (Vivo). Ela ingressa na posição vaga de Javier de Paz, que deixou o cargo em fevereiro de 2026. Com isso, a companhia chega a 42% de mulheres no seu conselho e reafirma o compromisso com a diversidade de gênero e a liderança feminina em todas as camadas da organização. O atual conselho é composto por 12 membros (83% deles independentes), sendo cinco mulheres.
Klabin conquista Triple A e lidera em sustentabilidade global

A Klabin conquistou o troféu Triple A no CDP Awards Latin America 2026, realizado em São Paulo, consolidando sua posição entre as líderes globais em sustentabilidade, ao ser reconhecida por desempenho de excelência em mudanças climáticas, florestas e segurança hídrica, integrando um seleto grupo de apenas 23 organizações no mundo com nota máxima nos três critérios. O prêmio foi recebido por Júlio Nogueira, gerente de Sustentabilidade e Meio Ambiente da Klabin, que também participou de um painel sobre o Corporate Health Check, estudo do CDP em parceria com a Oliver Wyman, o qual revela que empresas com liderança ambiental reduzem emissões em ritmo até quatro vezes superior ao de seus pares e ampliam a capacidade de capturar oportunidades financeiras ligadas à economia de baixo carbono.
Diversidade como estratégia de negócios
Pesquisa da B3 com o Instituto Locomotiva revela que 71% dos consumidores brasileiros esperam que empresas apoiem pautas de diversidade, mas apenas 41% percebem esse compromisso na prática, com o estudo mostrando que a diversidade deixou de ser tema periférico para se tornar critério de confiança, reputação e escolha de marca, já que mais da metade dos entrevistados prefere companhias que assumem esse papel. Conforme os resultados, a diversidade deve ser tratada como parte da estratégia corporativa e pilar essencial para o desenvolvimento sustentável dos negócios, e o recado da B3 é claro: empresas que não incorporarem práticas inclusivas em sua gestão e comunicação correm o risco de perder relevância e competitividade em um mercado cada vez mais atento ao impacto social das marcas.
Braskem impulsiona empreendedorismo feminino
A Braskem investe no empoderamento feminino para promover inclusão e transformação social. O programa Empreendedoras Braskem já formou 662 mulheres nos entornos de suas operações em SP, RJ, RS e BA – com a primeira turma em Alagoas em 2026. Elas ganham capacitação em vendas, gestão financeira e networking profissional. Os resultados são expressivos: no RJ e RS, o faturamento dos negócios cresceu 46% em média. Em Alagoas, o projeto Mulher Empreende, apoiado desde 2023, beneficiou 371 mulheres vulneráveis, criando dezenas de novos negócios com mentoria e suporte psicossocial.
Brasil testa filtros para limpar créditos de carbono no SBCE

Relatório da ICC Brasil e da WayCarbon, apoiado pelo UK PACT, avalia 25 metodologias do mercado voluntário para orientar o governo sobre quais créditos poderão ser aceitos no Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e em que proporção servirão para o cumprimento de metas. O estudo recomenda filtros que avaliem não só o cálculo de emissões, mas também salvaguardas socioambientais, riscos legais, permanência do carbono e impactos sobre comunidades, com revisões periódicas das metodologias para garantir integridade e segurança jurídica aos investimentos em descarbonização.
Instituto Natura amplia impacto em educação e direitos das mulheres

O Instituto Natura investiu R$ 116 milhões em 2025 em educação, direitos e saúde das mulheres em seis países da América Latina, alta de 34% sobre 2024, alcançando 6,3 milhões de estudantes e 596 mil mulheres por meio de políticas públicas e campanhas de conscientização.
Os recursos, vindos principalmente das marcas Natura e Avon e da venda de produtos sociais, fortaleceram políticas de alfabetização, Ensino Médio e enfrentamento à violência de gênero, além de ações sobre câncer de mama, com capilaridade garantida pela rede de consultoras de beleza na região.
Tecnologia e sustentabilidade definem novo padrão em pneus agrícolas
Os pneus agrícolas deixaram de ser apenas itens de desempenho para incorporar de fato a sustentabilidade às operações. A GRI, líder mundial em pneus fora de estrada, chega à América Latina com uma nova geração de pneus que combina tecnologia avançada, até 87% de materiais sustentáveis e alta performance, garantindo mais vida útil, menos trocas, economia de combustível e boa aderência em diferentes tipos de solo. A empresa eleva o padrão ao usar borracha natural de alta pureza do Sri Lanka, reforçando resistência, elasticidade e longevidade dos produtos. Assim, a sustentabilidade se converte em ganhos concretos: menos paradas, maior disponibilidade das máquinas, menor descarte e uso de matérias‑primas mais responsáveis.
Azzas 2154 quer mudar a lógica da moda
O Azzas 2154, maior grupo de moda da América Latina, quer liderar uma nova lógica no setor ao colocar o ESG no centro da estratégia e da gestão de marcas como Arezzo, Schutz, Reserva, FARM Rio e Hering. O grupo acaba de divulgar seu Relatório de Sustentabilidade de 2025, no qual mostra que antecipou em cinco anos a meta de usar 100% de energia renovável em operações próprias e já reduziu em mais de 30% as emissões de gases de efeito estufa nos escopos 1 e 2, aproximando-se do objetivo de cortar 42% até 2030.
A companhia estrutura sua jornada em pilares como moda mais limpa, responsável, ética e transparente, com foco em rastreabilidade da cadeia, circularidade, menor impacto ambiental e ampliação do impacto social positivo. A ambição é usar escala e influência para redefinir padrões da indústria, mostrando que é possível crescer globalmente com moda mais consciente — do desenho das peças ao pós-consumo.
Vale e GEP escolhem Maranhão para Mega Hub de ferro verde
A Vale e a Green Energy Park Global (GEP) lançaram a plataforma Hydeas (Aliança para a Descarbonização do Aço com Hidrogênio), que prevê um mega hub de ferro verde no Maranhão, focado na produção de DRI (ferro reduzido direto) a partir de hidrogênio verde para exportação a siderúrgicas na Alemanha e em outros países europeus. Ao conectar, desde a origem, a produção de DRI verde no Brasil à demanda por aço de baixo carbono na Europa, o projeto busca destravar o dilema do “ovo e da galinha” na transição energética da indústria pesada, criando uma ponte industrial que viabilize investimentos em toda a cadeia. O Hydeas é uma nova lógica industrial, ao integrar energia renovável, hidrogênio verde e minério de ferro para viabilizar ferro verde em escala. Estudos iniciais da Vale indicaram o Maranhão — em especial a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) — como local mais promissor para o empreendimento, graças à combinação de energia renovável competitiva, logística consolidada e proximidade de reservas de minério de ferro de alta qualidade.
