
Parque Natural Municipal das Timbaúbas passa por vistorias após morte de peixes
MPCE e Amaju vistoriaram o Parque das Timbaúbas após denúncias de peixes mortos em duas lagoas.
Despejo irregular de esgoto in natura dos bairros João Cabral, José Geraldo da Cruz, Romeirão e Lagoa Seca, causando falta de oxigenação. Análises iniciais também apontaram metais pesados.
As lagoas deságuam no Riacho dos Macacos, da Bacia do Salgado. O parque concentra poços artesianos que abastecem mais de 40% de Juazeiro do Norte.
O MPCE solicitou laudos completos à Amaju e informações à Cagece e Ambiental Ceará.
A 9ª Promotoria vai realizar audiência extrajudicial com órgãos e entidades para cessar irregularidades, apurar responsabilidades e definir recuperação do parque.
O Parque Natural Municipal das Timbaúbas, em Juazeiro do Norte, recebeu uma inspeção na manhã da quarta-feira, 29, após duas lagoas apresentarem sinais de contaminação e morte de peixes.
A vistoria foi conduzida pela promotora de Justiça Efigênia Coelho, da 9ª Promotoria de Justiça da comarca e pela Autarquia Municipal de Meio Ambiente de Juazeiro do Norte (Amaju), motivada por postagens nas redes sociais que mostraram dezenas de peixes mortos no parque.
Os mananciais desaguam no Riacho dos Macacos, que integra a Bacia do Salgado, responsável pelo abastecimento de municípios do Cariri. Além disso, o parque concentra poços artesianos que fornecem água para mais de 40% da população da cidade.
Conforme a Amaju, o despejo irregular de esgoto nas lagoas, oriundo dos bairros João Cabral, José Geraldo da Cruz, Romeirão e Lagoa Seca, é a possível causa da contaminação.
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“A morte dos peixes foi causada pela falta de oxigenação na lagoa e pelo que nós começamos preliminarmente a observar pelos exames entregues foi o depósito de esgoto in natura”, disse o superintendente da Amaju, Ivan Figueiroa.
Análises técnicas do órgão municipal também indicam a presença de metais pesados na água. “As análises laboratoriais vão contemplar parâmetros físicos, químicos e microbiológicos como pH, temperatura, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, além de coliformes e metais pesados”, afirmou Sabrina Lopes, analista ambiental do órgão.
Devido ao cenário ambiental preocupante, o Ministério Público do Ceará (MPCE) solicitou laudos completos das análises do órgão e informações à Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e à Ambiental Ceará.
A 9ª Promotoria de Justiça também realizará audiência extrajudicial com órgãos públicos e entidades envolvidas para cessar as irregularidades, apurar responsabilidades e definir ações de recuperação do Parque das Timbaúbas.
