Embora a União Soviética tenha dado importantes passos para o início da exploração do universo, a vitória na corrida espacial é frequentemente atribuída aos Estados Unidos, que em 1969, conseguiu levar o homem à Lua pela primeira vez.

Porém, um projeto ultrassecreto do próprio país norte-americano, arquitetado em meados da década de 1950, ameaçou essa grande conquista científica, tendo em vista que ele poderia prejudicar os planos de pousar no satélite natural.

Trata-se do “Projeto A119”, que serviria como uma tentativa dos EUA para demonstrar superioridade militar e tecnológica sobre a URSS no período da Guerra Fria. Para isso, uma bomba de hidrogênio, que é significativamente mais destrutiva do que a bomba atômica, seria detonada na Lua.

O impacto resultaria em uma explosão que poderia ser vista a olho nu da Terra, especialmente em Moscou, que apresentava potencial para superar marcos históricos, como o lançamento do satélite Sputnik 1.

Contudo, em 1959, o “Projeto A119” acabou sendo deixado de lado, pois além de ter atraído opiniões adversas, militares americanos temiam possíveis falhas que desencadeariam resultados catastróficos. Com isso, a corrida espacial seguiu de forma pacífica.

Bombas na Lua: URSS teve planos semelhantes aos dos EUA

Mesmo estando à frente dos EUA na disputa na época, rumores apontam que a URSS também teve planos muito parecidos com os de seus grandes rivais, apresentados por um projeto chamado de “E4”.

A ideia central também consistia em detonar uma bomba na Lua. Entretanto, assim como os estadunidenses, os soviéticos levaram em consideração os riscos do projeto e decidiram abandonar a ideia.

Vale destacar que, em ambos os casos, o satélite natural não seria destruído. Por outro lado, a radiação da bomba apresentava um alto risco de contaminar o solo e, dessa forma, anular completamente as chances de aprofundar o conhecimento humano a respeito da superfície lunar.

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By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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