Pesquisadores do Instituto de Química da Unesp, em Araraquara (SP), desenvolveram um método otimizado para extrair cobre de placas e circuitos de lixo eletrônico. O estudo busca tornar a reciclagem desses materiais mais eficiente e menos agressiva ao meio ambiente.
O trabalho integra o projeto “Abordagens Analíticas Inovadoras para a Gestão Sustentável de Resíduos Eletrônicos”, coordenado pela professora Fabíola Manhas Verbi Pereira, do Grupo de Abordagens Analíticas Alternativas (GAAA).
O descarte acelerado de aparelhos tecnológicos é um problema global crescente. Segundo o The Global E-waste Monitor, em 2022 foram geradas cerca de 59,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico no mundo, com previsão de chegar a 74 milhões de toneladas até 2030.
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Esses resíduos contêm metais nobres e estratégicos, mas também substâncias tóxicas que, se descartadas incorretamente, contaminam o solo e a água.
“Muitos desses metais têm valor econômico e alto custo de obtenção por mineração, o que torna a reciclagem um caminho cada vez mais relevante”, destaca a professora Fabíola.
O cobre foi escolhido como foco da pesquisa por sua alta concentração nas placas e pela complexidade de sua extração. Segundo o pós-doutorando Dennis Silva Ferreira, colaborador do estudo, o metal influencia a recuperação de outros elementos.
Como funciona o método Diferente dos processos convencionais que usam altas temperaturas para derreter e separar metais, a equipe utilizou a hidrometalurgia. A técnica emprega soluções líquidas para dissolver o metal de interesse, economizando energia e reduzindo a emissão de poluentes.
O processo seguiu as seguintes etapas:
Para validar a eficiência, o grupo utilizou técnicas avançadas como fluorescência de raios X e espectroscopia a laser, além de algoritmos de ciência de dados desenvolvidos pela própria equipe para processar o volume de informações.
Próximos passos Com a etapa de extração (lixiviação) otimizada, o grupo agora foca em:
A pesquisa não foi publicada, até o momento, pois trata-se de um trabalho acadêmico de mestrado realizado na Unesp e não um artigo científico. No entanto, há a possibilidade de publicação após a conclusão do estudo.
