
A escalada da guerra no Oriente Médio teve novos episódios nesta quinta-feira (5), com ataques, movimentações militares e posicionamentos políticos de diferentes países envolvidos ou aliados no conflito.
Um ataque com drones no sul do Líbano deixou três mortos, de acordo com a Agência Nacional de Notícias libanesa. A ofensiva atingiu a estrada entre Tiro e Naqoura, nas proximidades da cidade de Qalila.
No Irã, explosões foram ouvidas nas cidades de Teerã e Karaj, em meio ao avanço das operações militares. A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ainda ter atingido um petroleiro dos Estados Unidos no norte do Golfo Pérsico, que teria ficado em chamas após o ataque, segundo a mídia estatal do país.
Autoridades iranianas anunciaram que mísseis foram disparados contra bases de grupos curdos na região do Curdistão, no Iraque. O território abriga tropas americanas e tem sido alvo recorrente de ataques com drones, muitos deles interceptados por sistemas de defesa aérea.
Apesar da intensificação dos combates, o governo iraniano negou ter lançado um míssil balístico em direção à Turquia. Na véspera, o Ministério da Defesa turco havia informado que um objeto que cruzou o espaço aéreo do país foi destruído por sistemas da OTAN. Em comunicado, o Exército do Irã afirmou respeitar a soberania turca.
A tensão também cresce nas rotas marítimas estratégicas da região. Segundo a Guarda Revolucionária iraniana, a circulação de embarcações pelo Estreito de Ormuz passará a ficar sob controle da República Islâmica “em tempos de guerra”. A passagem é considerada uma das mais importantes do mundo para o transporte global de petróleo.
Outros países do Oriente Médio reforçaram medidas de defesa. A Arábia Saudita informou ter interceptado um drone próximo à região de Al Jowf, no norte do país. Mais cedo, o Ministério da Defesa saudita já havia anunciado a destruição de três drones a leste da província de Al-Kharj.
Conforme o g1, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou que não descarta uma eventual participação militar canadense no conflito, apesar de ter criticado anteriormente os ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã, classificando-os como incompatíveis com o direito internacional. Durante declaração ao lado do premiê da Austrália, Anthony Albanese, Carney afirmou que o país permanecerá ao lado de seus aliados.
Nos Estados Unidos, a guerra também provoca disputa política. De acordo com o jornal The New York Times, parlamentares republicanos barraram uma proposta que pretendia limitar o poder do presidente Donald Trump de manter operações militares contra o Irã sem autorização formal do Congresso.
Enquanto isso, na Europa, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que o governo italiano avalia enviar sistemas de defesa antiaérea para países do Golfo, em apoio às nações da região diante da escalada militar.
