Naturais da Indonésia, Nigéria, Peru, China e Estados Unidos, as vencedoras do Prêmio Rolex deste ano refletem um esforço internacional para enfrentar alguns dos desafios mais urgentes do planeta, da preservação de ecossistemas à prevenção de epidemias.
Parte da iniciativa Perpetual Planet, parceria entre a fabricante suíça de relógios de luxo e a National Geographic, o prêmio reconhece líderes por trás de projetos com potencial de beneficiar a humanidade e o meio ambiente.
5 mulheres à frente da proteção do planeta
Entre as iniciativas das premiadas estão tecnologias para conter surtos virais na África Ocidental, práticas para promover a preservação de pandas na China e um trabalho de proteção de abelhas para a preservação da Amazônia. Abaixo, conheça as cinco vencedoras do Prêmio Rolex de 2026:
Binbin Li, da China

Restam menos de 2.000 pandas-gigantes vivendo na natureza, concentrados nas florestas de bambu montanhosas do centro da China — áreas que também são utilizadas para a criação de gado solto. A cientista ambiental Binbin Li trabalha com comunidades locais para desenvolver práticas mais sustentáveis de pastoreio, conciliando a economia regional com a preservação dos pandas e de seu habitat.
Farwiza Farhan, da Indonésia

O ecossistema Leuser, em Sumatra, na Indonésia, é o último lugar do planeta onde elefantes, tigres, orangotangos e rinocerontes ainda coexistem na natureza — mas sofre pressão constante do desmatamento. A conservacionista florestal Farwiza Farhan mobilizou com sucesso comunidades locais e liderou diversas campanhas contra a destruição desse ecossistema.
Pardis Sabeti, dos Estados Unidos

A geneticista médica Pardis Sabeti está há décadas na linha de frente no combate a surtos de vírus e possíveis pandemias na África Ocidental. Ela aplica tecnologias e algoritmos pioneiros na detecção e contenção de doenças infecciosas, além de treinar parceiros locais nos países mais expostos a novos surtos.
Rachel Ikemeh, da Nigéria

Conhecida por salvar o macaco colobo-vermelho do Delta do Níger da beira da extinção, Rachel Ikemeh promove um modelo de conservação liderado pelas próprias comunidades locais. Sua abordagem capacita populações da região — um hotspot de biodiversidade pouco estudado e também o coração da indústria petrolífera da Nigéria — e já contribuiu para proteger mais de 5.839 hectares de floresta e ao menos 13 espécies ameaçadas, além de melhorar a subsistência de mais de 2.500 pessoas.
Rosa Vásquez Espinoza, do Peru

A bióloga química Rosa Vásquez Espinoza foi a primeira a estabelecer cientificamente a relação entre o desmatamento na Amazônia e o declínio das abelhas sem ferrão — polinizadoras essenciais para plantas endêmicas e para a segurança alimentar. Sua pesquisa contribuiu significativamente para um caso histórico no Peru, que resultou na proteção legal dessas abelhas.
O Prêmio Rolex
As iniciativas são avaliadas por sua originalidade, impacto e habilidades de liderança dos candidatos. Os vencedores recebem acompanhamento no longo prazo, com suporte, orientação e acesso a uma rede global de especialistas.
Desde sua criação, em 1976, o prêmio já apoiou 165 laureados, cujos projetos tiveram impacto em mais de 67 países. Foram mais de 50 milhões de árvores plantadas, 137 espécies ameaçadas protegidas e 32 grandes ecossistemas preservados, incluindo 57.600 quilômetros quadrados da floresta amazônica.
