Nos confins gelados do Alasca, um gigante adormecido tem dado sinais de que pode estar acordando. O Monte Spurr, um dos vulcões mais monitorados da região, dando sinais de atividade, apresentando tremores e liberando gases tóxicos.
Para os cientistas que acompanham a atividade vulcânica, o recado é claro: algo está acontecendo debaixo daquela montanha.

A revista National Geographic revelou que o Spurr está visivelmente agitado. Ele não soltava tanta fumaça desde 1992, quando entrou em erupção pela última vez, com três explosões marcantes.
Hoje, a pergunta que paira no ar é: será que vem mais uma por aí?
A resposta não é simples. Segundo os especialistas do Observatório de Vulcões do Alasca, o comportamento atual pode indicar duas possibilidades: ou o vulcão está prestes a entrar em erupção, ou está apenas liberando pressão de forma inofensiva. Fato é que os sinais são fortes e curiosos.
Um vulcão que incha, treme e solta gás
O Monte Spurr tem duas “bocas”: uma no cume, com impressionantes 3.352 metros de altitude, que está adormecida há milênios. A outra, chamada Crater Peak, mais inquieta, foi a responsável pelas últimas explosões.

Em abril de 2024, os sensores do observatório começaram a registrar mais tremores do que o normal, e o solo da montanha passou a inflar, como se estivesse sendo inflado por dentro. Trata-se de um indício típico da presença de magma subindo sob a crosta.
No verão boreal, os sinais diminuíram, mas voltaram com força no outono. Em outubro, o vulcão tremia e inchava de maneira tão intensa que os cientistas mudaram o nível de alerta da aviação de verde para amarelo. Isso significa: o perigo está no ar literalmente.
Uma erupção no Spurr pode lançar uma nuvem de cinzas capaz de afetar seriamente os voos na região, principalmente em Anchorage, a cerca de 130 km do vulcão.
