Jonas Vingegaard não irá iniciar a sua temporada na Volta aos Emirados Árabes Unidos, ao contrário do que estava previsto, devido a uma queda sofrida num treino e a uma doença subsequente. O ciclista dinamarquês optou por focar-se na recuperação completa antes de regressar à competição.

O bicampeão do Tour de France sofreu uma queda na semana passada, perto de Málaga, em Espanha, enquanto descia uma encosta, alegadamente seguido por um ciclista amador. Embora a sua equipa, a Visma-Lease a Bike, tenha assegurado que Vingegaard estava «bem» e sem «lesões graves», o percalço, combinado com uma doença, forçou uma alteração nos planos.

A estreia na temporada de 2026 estava agendada para 16 de fevereiro na Volta aos Emirados, mas agora o seu regresso poderá acontecer apenas no final de março, na Volta à Catalunha. Num comunicado divulgado pela equipa, Vingegaard expressou o seu desapontamento. «Estava ansioso por regressar à Volta aos Emirados e, por isso, estou desapontado por termos tido de tomar esta decisão», afirmou o dinamarquês. «No entanto, a combinação da queda e da doença que se seguiu tornou-a necessária. É melhor recuperar totalmente primeiro para que me possa concentrar nos meus próximos objetivos», explicou.

Na sequência do incidente, a Visma-Lease a Bike aproveitou para pedir contenção ao público, solicitando que seja dado espaço aos ciclistas durante os seus treinos. «Tanto para o vosso bem-estar como para o dos outros, por favor, permitam que os ciclistas treinem e deem-lhes o máximo de espaço e tranquilidade possível», pode-se ler no comunicado.

Recorde-se que Vingegaard, vencedor do Tour em 2022 e 2023 e da Vuelta no ano passado, tem como grande objetivo para esta primavera a conquista do Giro de Itália, prova na qual se irá estrear e na qual terá a concorrência de João Almeida. Com a desistência da prova nos Emirados, a Volta à Catalunha e o próprio Giro são as únicas corridas confirmadas no seu calendário antes da Volta a França, em julho.

Numa entrevista ao site Wielerflits no mês passado, o ciclista já tinha abordado a importância de gerir o esforço. «Tendo o Tour de France em mente, se se fizer demasiado na primavera, paga-se por isso no Tour», explicou. «Depois do Tour, vamos ver onde estou, como me sinto, e depois decidimos se a época [terminou] ou se planeamos mais algumas [corridas]», completou.

By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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