A Suzano reverteu o prejuízo registrado no quarto trimestre de 2024 e entregou um balanço em linha com as expectativas dos analistas da Reuters. A companhia registrou lucro líquido de R$ 116 milhões no último trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 6,7 bilhões sofrido no mesmo período do ano anterior.
Segundo Marcos Assumpção, CFO da empresa, a companhia teve uma performance operacional muito forte em 2025. O volume de vendas de celulose atingiu 12,5 milhões de toneladas, representando um crescimento de 15% em comparação anual.
Este aumento foi impulsionado principalmente pelo início das operações da fábrica Cerrado, no Mato Grosso do Sul, descrita por Assumpção como “a nossa fábrica mais moderna, mais nova e maior dentro do nosso parque fabril”.
Redução de custos e estratégia operacional
Um ponto destacado pelo CFO foi a significativa redução nos custos operacionais. Em 2025, a Suzano atingiu o menor custo caixa desde 2021, refletindo o compromisso da companhia com o aumento de competitividade, mesmo em um cenário de preços da commodity de celulose mais desafiador. No quarto trimestre, o custo caixa de celulose chegou a R$ 778 por tonelada.

A empresa mantém sua produção em 96,5% da capacidade nominal, uma decisão estratégica que visa garantir retorno adequado para o acionista.
“A gente está comparando sempre o pior preço de venda que eu tenho, descontado todos os meus custos logísticos, com o pior custo de produção que a gente tem também”, explicou Assumpção sobre a estratégia de otimização de ativos.
Mercado de celulose e perspectivas
Quanto ao ciclo da celulose, Assumpção mostrou-se “marginalmente mais construtivo”. Em 2025, o preço médio da commodity ficou em US$ 540 por tonelada, valor abaixo da média histórica de US$ 600.
No entanto, fatores como problemas climáticos em algumas regiões e o atraso na entrada em operação de uma grande fábrica na Indonésia têm deixado o mercado mais apertado, permitindo à empresa anunciar aumentos de preços em janeiro e fevereiro de 2026.
A Suzano também anunciou um programa de recompra de ações envolvendo até 6,5% do total de papéis em circulação, ou até 40 milhões de ações. Após a divulgação dos resultados, as ações da empresa lideraram os ganhos do Ibovespa, com alta superior a 10%.
“A gente olha para o programa de recompra como sendo uma parte fundamental da estratégia de remuneração do acionista junto com o pagamento de dividendos”, afirmou Assumpção.

By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *