Ao planejar uma viagem ou passar um período fora de casa durante o ano, é recomendado retirar da tomada alguns aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos para evitar acidentes graves ou prejuízos. Especialistas alertam que, em caso de sobrecarga ou falha elétrica, itens conectados podem provocar curtos-circuitos e incêndios, especialmente quando não há ninguém para monitorar.

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O professor de engenharia mecânica da Southern Illinois University, nos Estados Unidos, Sangjin Jung, explicou ao jornal The New York Times que, mesmo com tecnologias de segurança, a combinação entre calor, eletricidade e, em alguns casos, água, representa perigo quando há mau funcionamento. Os secadores de roupas, por exemplo, estão entre os aparelhos mais arriscados.

Dados da Associação Nacional de Proteção contra Incêndios dos EUA apontam que, entre 2018 e 2022, bombeiros registraram uma média anual de 10,2 mil incêndios domésticos envolvendo o equipamento, com registro de mortes, feridos e prejuízos superiores a US$ 200 milhões.

No mesmo período, cerca de 2,8 milhões de apólices de seguro residencial foram canceladas na Califórnia, sendo 531 mil apenas no condado de Los Angeles devido ao aumento dos incêndios incontroláveis.

Carregadores de celulares e notebooks também exigem atenção. Segundo escreveu o professor Glen Farivar, da Universidade de Melbourne, em artigo publicado no The Conversation, esses dispositivos continuam consumindo energia e gerando calor mesmo sem uso. Além disso, com o desgaste natural e eventuais picos de tensão, podem derreter internamente ou lançar faíscas ao entrarem em contato com materiais inflamáveis. O risco cresce ainda mais quando se trata de carregadores baratos ou sem certificação.

As extensões e “benjamins”, que permitem ligar vários aparelhos na mesma tomada, podem sobrecarregar a rede e causar desde quedas de energia até explosões. Ao portal Bío Bío Chile, o engenheiro Luis Aarón Barra destaca que é essencial considerar a soma da potência de tudo o que é conectado. A capacidade desses dispositivos é limitada pelo material e pela construção do cabo.

Entre os itens que devem ser desconectados estão carregadores, roteadores, televisores, computadores, assistentes virtuais, micro-ondas, fornos, aquecedores, aparelhos de ar-condicionado, máquinas de lavar, lava-louças e secadoras. No caso da geladeira, a orientação é mantê-la ligada, mas em boas condições, com ventilação adequada e sem dividir tomada com outros equipamentos.

Pesquisadores da Universidade de Bradford alertam ainda para os riscos associados às chamadas “casas inteligentes”. Falhas em softwares, conexões ou nos próprios dispositivos podem acionar equipamentos remotamente e gerar superaquecimento.

Já baterias de íons de lítio guardadas em gavetas, presentes em celulares antigos, fones de ouvido, brinquedos eletrônicos e cigarro eletrônico, também podem se tornar instáveis ao longo do tempo. Se danificadas, podem superaquecer, liberar substâncias tóxicas e até explodir. Sinais como inchaço, cheiro químico ou superaquecimento indicam que o item deve ser descartado com segurança.

 


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By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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