O risco de contaminação por Salmonella em ostras passou a chamar mais atenção em 2025, especialmente após alertas de autoridades de saúde. Entenda.
O risco de contaminação por Salmonella em ostras passou a chamar mais atenção em 2025. Em especial, após alertas de autoridades de saúde nos Estados Unidos. A preocupação é maior com ostras consumidas cruas ou malcozidas, que mantêm microrganismos vivos e podem funcionar como veículo para bactérias. Assim, informações divulgadas pela CNN, com base em órgãos de vigilância sanitária norte-americanos, apontam que esse tipo de contaminação tem monitoramento mais rigoroso no país.
Embora a Salmonella seja mais conhecida em produtos como frango e ovos, especialistas em segurança alimentar destacam que frutos do mar, em especial bivalves como as ostras, também podem carregar a bactéria. A forma de cultivo, a qualidade da água e o manuseio após a coleta influenciam diretamente no risco. Portanto, esse cenário reforça a importância de cuidados na produção, na distribuição e no consumo.
Por que há risco de Salmonella nas ostras?
A ostras são organismos filtradores, ou seja, retiram nutrientes da água ao filtrar grandes volumes de líquido. Nesse processo, acabam acumulando não só partículas orgânicas, mas também microrganismos presentes no ambiente, incluindo bactérias como Salmonella spp.. Assim, quando a água está contaminada por esgoto, resíduos de animais ou efluentes industriais, a chance de a ostra concentrar patógenos aumenta de forma significativa.
Nos Estados Unidos, segundo reportagens da CNN baseadas em dados de agências de saúde, investigações recentes associaram surtos de doenças gastrointestinais ao consumo de frutos do mar contaminados, entre eles ostras. Em alguns casos, foram identificadas bactérias como Salmonella e outros agentes, o que levou a recalls, alertas de não consumo e suspensão temporária de áreas de cultivo. Esse monitoramento serve de referência para outros países, incluindo o Brasil, sobre a importância da fiscalização contínua.
Outro ponto de atenção é o consumo tradicional de ostras cruas em bares, restaurantes e festivais gastronômicos. Como não há etapa de cozimento capaz de eliminar bactérias, qualquer falha na cadeia de produção, armazenamento ou transporte aumenta o risco. Além disso, refrigeração inadequada, quebra da cadeia de frio e manipulação sem higiene adequada favorecem a multiplicação de Salmonella até níveis capazes de causar infecção.
Como reduzir o risco de Salmonella nas ostras?
A prevenção passa por uma combinação de boas práticas de produção, fiscalização sanitária e cuidados no preparo. Em regiões como a costa dos EUA, autoridades orientam que apenas produtores e áreas de cultivo autorizados sejam utilizados, com testes regulares da qualidade da água. Esse tipo de controle busca impedir que ostras oriundas de locais poluídos cheguem ao consumidor.
Na etapa de consumo, alguns cuidados ajudam a reduzir o risco associado às ostras:
- Preferir ostras bem cozidas: o aquecimento adequado diminui a carga de bactérias, incluindo Salmonella.
- Verificar a procedência: dar prioridade a fornecedores registrados e estabelecimentos fiscalizados por órgãos sanitários.
- Checar armazenamento: ostras devem ser mantidas refrigeradas e em condições adequadas de higiene.
- Evitar cheiro ou aparência alterados: conchas quebradas, odor forte ou textura muito diferente do usual são sinais de descartes recomendados.
Para o setor de alimentação, boas práticas de higiene são consideradas essenciais. Isso inclui lavagem frequente das mãos, utensílios limpos, superfícies higienizadas e separação entre alimentos crus e prontos para consumo. Em estabelecimentos que servem ostras cruas, as recomendações de agências internacionais de saúde sugerem informar o público sobre riscos maiores para grupos vulneráveis, como crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com imunidade reduzida.
Quais outros alimentos podem conter Salmonella?
Embora as ostras estejam sob foco em alguns surtos recentes, a Salmonella é um patógeno amplamente associado a diversos alimentos. A bactéria vive principalmente no intestino de animais e pode contaminar produtos de origem animal e vegetal. A lista a seguir inclui alguns alimentos frequentemente citados em relatórios de vigilância epidemiológica em 2025:
- Carnes de aves cruas ou malpassadas (como frango e peru).
- Ovos crus ou malcozidos e preparações com ovos não pasteurizados, como maioneses artesanais.
- Carnes bovinas e suínas sem cozimento adequado.
- Leite cru e derivados lácteos não pasteurizados, como alguns queijos frescos.
- Frutas, verduras e hortaliças lavadas com água contaminada ou manipuladas sem higiene.
- Produtos processados contaminados após o processamento, como grãos, castanhas e alimentos prontos.
Para reduzir o risco de infecção por Salmonella em qualquer alimento, orientações de órgãos de saúde geralmente destacam alguns passos simples:
- Cozinhar bem carnes, ovos e frutos do mar, evitando partes cruas ou malpassadas.
- Lavar as mãos antes de preparar alimentos e após manusear produtos crus.
- Separar alimentos crus dos prontos para consumo, utilizando tábuas e utensílios diferentes.
- Refrigerar rapidamente alimentos perecíveis e não deixar pratos prontos muito tempo em temperatura ambiente.
- Lavar frutas, verduras e legumes com água potável, podendo usar solução clorada quando indicado.
Ao considerar o cenário descrito por veículos internacionais como a CNN e as orientações de autoridades sanitárias, o consumo de ostras e de outros alimentos potencialmente contaminados por Salmonella requer atenção constante à procedência, ao preparo e às condições de armazenamento. A combinação de fiscalização eficiente, informação clara ao público e boas práticas de higiene ao preparar refeições tende a reduzir significativamente o risco de infecções alimentares.
