A recriação do Cerco de Almeida regressa à vila fortificada do distrito da Guarda esta sexta-feira e decorre até domingo. Trata-se da 21ª edição desta atividade, a maior recriação histórica do período napoleónico em Portugal.

Os recriadores portugueses, espanhóis, ingleses, franceses e alemães vão participar em diversos episódios históricos para evocar o cerco e os ataques das tropas francesas de Massena à praça-forte raiana, em 1810, que acabou por capitular após a explosão do paiol principal da fortaleza. Do programa fazem parte a batalha noturna do Cerco de Almeida, um evento de dimensão internacional, que envolve soldados e camponeses, a pé e a cavalo, canhões e perseguições. Além disso, para o último fim-de-semana de agosto está agendada a habitual recriação histórica presenciada por centenas de turistas e figurantes vestidos à época, não só portugueses como estrangeiros que vêm de vários países para recriar o cerco.

Ao vasto programa de atividades histórico-militares pelas ruas de Almeida alia-se a animação permanente, concertos com artistas de renome, com destaque para a atuação da fadista Carminho (dia 30, à meia-noite). Além da música, durante o Cerco de Almeida decorre um mercado oitocentista com os habituais comes e bebes e artesanato, bem como o Acampamento Militar, espetáculos piromusicais e de drones. O cerco recorda a capitulação desta fortaleza abaluartada raiana (construída nos séculos XVII e XVIII), a 28 de agosto desse ano, perante as tropas de Massena na terceira Invasão Francesa. Almeida era um sério obstáculo à progressão das tropas de Napoleão, pois a sua estrutura era capaz de suportar um cerco prolongado. O exército anglo-luso contava com o seu valor defensivo, pelo que a praça recebeu obras, reforços humanos e materiais para ganhar o tempo necessário para preparar as operações de defesa subsequentes, mas uma violentíssima explosão no seu paiol principal, a 26 de agosto de 1810, precipitou a sua capitulação.

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By Daniel Wege

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