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Governo de São Paulo pode ter que pagar por falhas das linhas operadas pela Trivia Trens (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Na última semana, com o início da operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade pela concessionária Trivia Trens, privatizadas pelo governador Tarcísio de Freitas em março de 2025, os paulistanos enfrentaram um verdadeiro caos no transporte público, com plataformas lotadas, atrasos na circulação, redução da velocidade dos trens e até uma explosão em um vagão.

O caos nas linhas privatizadas, além de prejudicar os paulistanos que buscavam ir e voltar do trabalho e de levar a Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo) a determinar que a CPTM reassuma temporariamente a operação das três linhas por até 90 dias, jogou luz sobre o contrato de concessão firmado com a Trivia Trens.

De acordo com reportagem do portal ICL Notícias, o contrato prevê que, durante os primeiros 180 dias da operação comercial, a Trivia Trens poderá solicitar o reequilíbrio econômico-financeiro, compensação de custos e revisão de metas, caso comprove que falhas nos trens decorreram da ausência de revisões gerais antes da transferência da operação.

Na prática, esse dispositivo contratual pode fazer com que o Estado de São Paulo — ou seja, o contribuinte paulista — arque com os custos de eventuais reparos e falhas nas linhas privatizadas.

Segundo a reportagem do ICL Notícias, com a CPTM voltando a operar temporariamente as linhas e diante da pressão pública provocada pelos graves incidentes da última semana, a responsabilidade técnica pelas falhas pode se tornar um dos principais pontos de disputa da concessão.

“Esse tipo de mecanismo contratual, que pode fazer com que a população arque com custos decorrentes de falhas ocorridas após a privatização, evidencia a lógica privatista do governador Tarcísio de Freitas, na qual o lucro é privatizado e o prejuízo é socializado”, afirma a presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro.

“A sanha privatista de Tarcísio de Freitas está levando o caos aos serviços essenciais. Tarcísio já entregou a Sabesp, a Emae, linhas da CPTM, a gestão de 17 escolas estaduais e inúmeras rodovias, com a instalação de novos pedágios. Os serviços pioraram e as tarifas ficaram mais caras. É o que acontece quando a lógica do lucro é colocada acima dos interesses da população”, conclui a presidenta do Sindicato.

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By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART