Segundo ele, o conselho de liderança interino aprovou que as forças armadas deixem de atacar países próximos ou lançar mísseis contra esses territórios, a menos que ataques contra o Irã tenham origem nesses locais. As declarações foram reportadas pelas agências Reuters, Associated Press e pelo jornal The Guardian.

A fala ocorre enquanto o conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos entra na segunda semana e já se espalhou por vários países da região. Segundo a Reuters, Teerã respondeu aos ataques americanos e israelenses lançando drones e mísseis contra Israel e também contra países do Golfo que abrigam bases militares dos Estados Unidos.

Nos últimos dias, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar, Bahrein e Arábia Saudita relataram ataques ou interceptações de drones e mísseis, muitos deles direcionados a infraestrutura civil, como portos, hotéis e instalações de petróleo, ainda de acordo com a agência.

Ataques continuam após declaração

Apesar do anúncio de suspensão das ofensivas contra países vizinhos, novos ataques foram registrados poucas horas depois da declaração. Segundo a Associated Press, uma onda de drones e mísseis iranianos interrompeu voos no aeroporto internacional de Dubai e provocou alertas de defesa aérea em países do Golfo.

Na Arábia Saudita, autoridades disseram ter destruído drones que seguiam em direção ao campo petrolífero de Shaybah e interceptado um míssil lançado contra a base aérea Prince Sultan, que abriga forças americanas. Em Bahrein, sirenes de alerta também foram acionadas após ataques direcionados ao país, informou a AP.

Em Dubai, passageiros chegaram a ser conduzidos para túneis e áreas protegidas do aeroporto após explosões serem ouvidas nas proximidades. A companhia aérea Emirates chegou a suspender temporariamente os voos antes de retomar as operações, segundo a agência.

Guerra pressiona mercados de energia

Trump exige rendição do Irã

Autoridades americanas também alertaram que uma campanha de bombardeios ainda mais intensa pode ocorrer nos próximos dias. Pezeshkian respondeu diretamente às declarações de Trump. “Esse é um sonho que eles devem levar para o túmulo”, afirmou o presidente iraniano, segundo a Associated Press.

Mortes e expansão do conflito

O conflito já deixou centenas de mortos e milhares de feridos na região. Segundo autoridades citadas pela Associated Press, ao menos 1.230 pessoas morreram no Irã, mais de 200 no Líbano e 11 em Israel desde o início da guerra. Seis militares americanos também foram mortos.

Israel afirmou ter iniciado uma nova onda de bombardeios contra infraestrutura em Teerã, enquanto o grupo Hezbollah relatou confrontos com tropas israelenses no leste do Líbano, ainda segundo a AP.

Analistas ouvidos pela rede Al Jazeera avaliam que o pedido de desculpas de Pezeshkian pode representar um gesto limitado de desescalada em meio ao agravamento do conflito, embora ainda não esteja claro se a decisão será seguida pelas forças armadas iranianas, que possuem autonomia significativa dentro do sistema político do país.

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By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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