Várias explosões foram ouvidas em Cabul, poucas horas após o governo talibã ter anunciado o lançamento de uma ofensiva na fronteira contra o Paquistão.
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“A paciência acabou”. A declaração foi feita pelo ministro da Defesa paquistanês na rede social X, afirmando que a partir de agora vão entrar em guerra.
Segundo jornalistas da agência France Press, foram ouvidas várias explosões em Cabul, poucas horas depois de o governo talibã ter anunciado o lançamento de uma ofensiva na fronteira contra o Paquistão.
Um residente conta que ouviu, pelo menos, oito explosões: “As duas primeiras explosões estavam mais longe da nossa casa. As últimas foram perto e fizeram a nossa casa tremer. Podemos ouvir jatos após cada explosão”, afirmou em declarações à AFP, pedindo anonimato por motivos de segurança.
As explosões foram seguidas de rajadas de tiros, como constataram os jornalistas da AFP no centro de Cabul.
Fim ao cessar-fogo
Os dois países cumpriam desde 2025 um acordo de cessar-fogo mediado pelo Qatar até esta quinta-feira, dia em que o exército afegão atacou instalações militares paquistanesas ao longo da fronteira, em resposta a bombardeamentos mortais no passado fim de semana.
O secretário-geral da ONU diz estar a acompanhar a escalada do conflito e apela ao direito internacional.
Na rede social X, o ministro da Defesa salienta que após a retirada das forças da NATO, esperava-se que a paz prevalecesse no Afeganistão e que o regime talibã se concentrasse nos interesses do povo afegão e na estabilidade regional” mas, escreve, “transformou o Afeganistão numa colónia da Índia”.
“Reuniram terroristas de todo o mundo no Afeganistão e começaram a exportar o terrorismo. Privaram o próprio povo de direitos humanos básicos e retiraram às mulheres os direitos que o Islão lhes garante”.
A “nossa paciência chegou ao limite. Agora haverá uma ação decisiva e um confronto aberto”.
