Animal teve a córnea perfurada ao tentar escapar de casa durante a noite de Ano Novo; uso de fogos ruidosos é proibido por lei no município desde 2025
Um cachorro chamado Paçoca teve a córnea perfurada após fugir de casa assustado com fogos de artifício durante a virada do ano em Juiz de Fora, Minas Gerais. O incidente ocorreu no Bairro Fontesville, transformando o que deveria ser uma celebração festiva em um momento de angústia para sua tutora, Rayla Cerqueira.
O uso de fogos ruidosos é proibido por lei em Juiz de Fora desde agosto de 2025, mas moradores relataram intenso barulho de explosões durante a virada para 2026, apesar da fiscalização municipal.
Cronologia do Incidente
* Na noite de 31 de dezembro, enquanto Rayla estava na casa de sua avó para a ceia, Paçoca estava sendo monitorado por câmeras em casa
* Após meia-noite, assustado com as explosões, o animal quebrou os vidros de uma porta para fugir e desapareceu da vista das câmeras
* “Depois de meia-noite, ele não estava mais no meu campo visual. Foi quando saí da casa dela e fui procurar ele pela rua, mas não tive sucesso”, relatou Rayla em entrevista ao portal g1
* O animal só foi encontrado no dia seguinte, após ser acolhido por uma família da região
* Ao ser levado ao veterinário, foi diagnosticada a perfuração da córnea
Paçoca está recebendo tratamento com colírios a cada hora, e os veterinários ainda avaliam a necessidade de uma intervenção cirúrgica. Segundo sua tutora, o animal costuma ficar em pânico com sons de explosões, normalmente buscando proteção no colo dos tutores.
Fiscalização e Penalidades
A Prefeitura de Juiz de Fora intensificou a fiscalização durante as festividades. O balanço da virada do ano registrou:
* 1 pessoa multada por soltura irregular
* 12 pessoas notificadas
* 9 denúncias em análise
* 6 autos de infração emitidos
A Lei Municipal nº 15.170, vigente desde agosto de 2025, proíbe fogos de artifício que produzam ruído ou estampido, permitindo apenas os “fogos de vista” com selo do Inmetro. O descumprimento resulta em multa de R$ 2 mil, dobrando em caso de reincidência.
“Empatia é a palavra. Hoje foi o cachorrinho, mas acredito que em vários lugares tiveram pessoas passando por crises, além de outros animais. Muitas situações só as famílias sabem o que passaram por causa dos fogos”, desabafou Rayla.
