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Um morador do estado de Michigan, nos Estados Unidos, morreu após contrair raiva por meio de um órgão transplantado, segundo confirmou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) em um relatório divulgado na quinta-feira (5).

De acordo com o órgão, o homem recebeu um rim esquerdo de um doador de Idaho em dezembro de 2024. Cerca de cinco semanas após o transplante, ele começou a apresentar tremores, fraqueza nos membros, confusão mental e incontinência urinária. Uma semana depois, surgiram febre, dificuldade para engolir, instabilidade ao caminhar e hidrofobia – medo de água, considerado um dos sintomas clássicos da raiva.

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O paciente foi hospitalizado e o CDC foi imediatamente notificado. Sete dias após a internação, ele morreu. Exames realizados após a morte confirmaram a infecção por raiva.

Investigação aponta provável transmissão pelo órgão doado

Testes posteriores indicaram que a variante do vírus era compatível com o tipo associado ao “morcego de pelos prateados”. Entretanto, familiares informaram que o paciente não havia tido qualquer contato recente com animais, o que levou as autoridades sanitárias a suspeitarem do doador.

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Antes da doação, o questionário de avaliação de risco (DRAI) indicava que o doador havia sido arranhado por um gambá. A família, então, relatou que o homem havia tido um encontro com o animal em sua propriedade rural em Idaho. Durante o episódio, que deixou o gambá inconsciente, o doador foi arranhado e sangrou, mas disse não acreditar ter sido mordido.

Cerca de cinco semanas depois, ele desenvolveu confusão mental, dificuldade para engolir e caminhar, alucinações e rigidez no pescoço. Dois dias depois, foi encontrado inconsciente em casa. Apesar de ter sido reanimado e hospitalizado, nunca retomou a consciência. Foi declarado com morte cerebral e teve o suporte de vida suspenso cinco dias mais tarde.

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Seu rim esquerdo, coração, pulmões e córneas foram retirados para doação.

Rim tinha traços do vírus da raiva

Embora amostras laboratoriais armazenadas do doador não tenham detectado raiva inicialmente, uma biópsia dos rins identificou uma variante compatível com o vírus encontrado em morcegos, especialmente no rim direito, o que “sugere transmissão derivada do órgão”, segundo o CDC.

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Quatro córneas desse mesmo doador estavam destinadas ao transplante. Três pacientes receberam o tecido ocular entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025. Após a investigação, os enxertos foram removidos e o quarto transplante foi cancelado. O CDC detectou o vírus da raiva em uma das córneas implantadas. Os receptores receberam profilaxia pós-exposição (PEP) e nenhum desenvolveu a doença.

O coração e os pulmões não chegaram a ser transplantados; eles foram usados em treinamentos médicos no estado de Maryland. No entanto, quando a investigação teve início, não havia mais amostras disponíveis para testagem.

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Raiva permanece uma doença quase sempre fatal

A raiva é uma infecção viral que atinge o sistema nervoso central e é transmitida principalmente pela saliva de animais infectados, como cães, morcegos, raposas, coiotes e guaxinins. A doença é fatal em quase 100% dos casos após o início dos sintomas, e menos de 20 sobreviventes humanos foram documentados na história médica.

Os primeiros sinais incluem febre, dor de cabeça, agitação, confusão e vômitos. Com a progressão, surgem salivação excessiva, dificuldade para engolir, alucinações e paralisia parcial. Não existe tratamento eficaz após o início dos sintomas, mas a vacinação pós-exposição pode prevenir a evolução da doença quando administrada rapidamente após o contato de risco.

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Embora a transmissão direta entre humanos nunca tenha sido confirmada, há registros raríssimos de contaminação por meio de transplantes de órgãos ou tecidos de doadores infectados.

Segundo o CDC, este é o quarto caso de transmissão de raiva por transplante registrado nos EUA desde 1978. Ao todo, 13 receptores de órgãos foram afetados nesses eventos: sete morreram por não terem recebido PEP, enquanto seis sobreviveram graças à profilaxia.

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Doença é rara e testes não fazem parte da rotina

Órgãos são avaliados rotineiramente para doenças infecciosas, câncer e outras condições, além de terem sua funcionalidade analisada antes do transplante. Entretanto, a testagem para raiva não é comum, já que a infecção é considerada extremamente rara e os exames podem levar dias para entregar resultados.

Nos Estados Unidos, cerca de 4.000 casos de raiva animal são registrados anualmente — mais de 90% deles em animais selvagens. Menos de dez mortes humanas ocorrem por ano.

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O caso reacende o debate sobre os protocolos de avaliação de risco em doadores, especialmente diante de exposições a animais potencialmente infectados.

 

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By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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