O Sol está entrando no ponto mais explosivo do ciclo solar atual, e isso tem colocado o sistema tecnológico terrestre sob atenção máxima. A NASA e agências especializadas como a NOAA (EUA) e o Centro de Meteorologia Espacial Europeu registraram nas últimas semanas um aumento significativo de atividade na superfície solar. A explosão mais recente, classificada como X2.7 — o nível mais alto da escala — causou apagões rápidos nas comunicações de rádio em vários países e expôs o quão dependentes somos da estabilidade eletromagnética.

Desde então, a região ativa do Sol continua liberando energia continuamente. Observatórios detectaram variações bruscas na ionosfera, especialmente próximo aos polos, o que aumenta a chance de uma tempestade solar mais severa. Por isso, especialistas reforçam a importância do monitoramento contínuo.

O risco existe — mas não há previsão oficial de apagão mundial

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© NASA/SDO/SWNS.

Nenhum relatório da NASA confirma um apagão global. Não há comunicado oficial que sugira que o planeta ficará às escuras. O que os cientistas apontam é a possibilidade de interferências significativas, dependendo da intensidade das próximas erupções.

As tempestades mais preocupantes são as eyeções de massa coronal (CME), capazes de lançar gigantescas nuvens de partículas carregadas em direção à Terra. Se atingirem nosso campo magnético com força suficiente, podem provocar:

  • quedas temporárias de energia em regiões isoladas
  • danos a transformadores e redes elétricas
  • falhas em GPS, radares e navegação aérea
  • interrupção de comunicações via rádio
  • impacto direto em satélites e redes de internet

O risco é real, mas o efeito varia muito conforme a intensidade e o ângulo de impacto. Uma tempestade forte pode causar apenas instabilidades — ou, no pior cenário, afetar parte do sistema elétrico global. Nada garante que isso acontecerá, mas também não pode ser descartado.

Período crítico: entre final de maio e início de junho

Modelos solares indicam que o intervalo entre o fim de maio e os primeiros dias de junho será o mais sensível. Esse período coincide com o pico de atividade das manchas solares voltadas para a Terra.

Se uma nova explosão ocorrer durante essa janela, especialmente de magnitude igual ou superior à X2.7 já registrada, o impacto pode ser sentido simultaneamente em diversos continentes. Nesse caso, a probabilidade de interrupções tecnológicas aumenta.

Vale destacar: tempestades solares intensas não são inéditas. A mais famosa é o Evento Carrington (1859), que queimou telégrafos e produziu auroras perceptíveis até nos trópicos. Hoje, com internet, satélites e redes elétricas interligadas, os efeitos seriam incomparavelmente maiores — e por isso o alerta científico é levado tão a sério.

O que está sendo feito — e como a população deve agir

Observatórios monitoram o Sol em tempo real e emitem alertas com antecedência sempre que uma CME é detectada. Ainda que o risco de grandes danos exista, o objetivo é antecipar impactos e proteger infraestrutura crítica.

Medidas recomendadas por especialistas incluem:

  • acompanhar boletins oficiais da NASA, NOAA e ESA
  • evitar pânico e desinformação nas redes sociais
  • reforçar proteção de equipamentos elétricos sensíveis
  • preparar planos de contingência para possíveis falhas temporárias

O alerta científico não pede medo — pede atenção.

A atividade solar está acima do esperado, e as próximas semanas serão decisivas para entender o alcance dessa fase do ciclo. Um apagão mundial não é inevitável, mas o risco de perturbações tecnológicas é concreto e monitorado de perto.

O Sol está mais inquieto — e o planeta está observando.

 

[ Fonte: Diario San Rafael ]

 

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By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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