A NASA cancelou a missão que tentaria resgatar o Observatório Neil Gehrels Swift, anunciou a agência nesta quarta-feira (19). O satélite, que estuda explosões de raios gama desde 2004, deve reentrar na atmosfera terrestre e se desintegrar ainda em 2026.

Continua após a publicidade

O plano original era usar a espaçonave LINK, da empresa Katalyst Space, para acoplar ao Swift e rebocá-lo para uma órbita mais alta, adicionando cerca de uma década à sua vida útil. Mas problemas persistentes no sistema de controle de orientação da LINK inviabilizaram a operação, segundo o Engadget.

O que deu errado

Os problemas com a LINK começaram no final de julho. A espaçonave passou a ter dificuldades para controlar sua orientação em órbita, girando sem controle e causando comunicações intermitentes com as equipes em terra. O sistema de propulsão também sofreu perda parcial de funcionalidade.

A NASA e a Katalyst ainda eram otimistas no mês passado sobre a possibilidade de concluir a missão, mas o cenário mudou desde então.

A Katalyst teve menos de um ano para projetar a espaçonave para a missão Swift Boost, lançada no início de julho. “Foi uma missão de alto risco e alta recompensa desde o início”, disse Shawn Domagal-Goldman, diretor da Divisão de Astrofísica da NASA em Washington.

O que ainda será feito

Embora a LINK não vá mais rebocar o Swift, ainda tentará um encontro com o observatório. A NASA e a Katalyst planejam coletar o máximo de dados possível durante as operações de aproximação para subsidiar futuras missões de manutenção de satélites.

“Esta não é a conclusão pela qual trabalhamos, mas não muda o motivo pelo qual essa missão valia a pena tentar”, disse o administrador da NASA, Jared Isaacman, em comunicado. “A equipe agiu com velocidade extraordinária para dar ao Swift uma chance de continuar fazendo ciência enquanto avançava capacidades que os Estados Unidos precisarão para manutenção de satélites no futuro.”

O legado do Swift

Lançado em 2004 para estudar explosões de raios gama, o Swift foi gradualmente adaptado para outros usos ao longo das décadas. A agência passou a depender dele para obter informações críticas rapidamente quando eventos cósmicos súbitos ocorrem.


A órbita do telescópio está em decaimento acelerado devido ao aumento da atividade solar nos últimos anos. Sem a intervenção da LINK, o Swift deve reentrar na atmosfera ainda em 2026.

A NASA afirmou que priorizará encontrar novas opções para reagir rapidamente a eventos cósmicos e usará missões em operação para preencher a lacuna deixada pelo Swift.




Source link

By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART