• Erupção do vulcão Krakatoa em 1883, na Indonésia, foi considerada por décadas o som mais alto da história, estimado em mais de 300 decibéis.
  • Explosão do meteoro de Tunguska em 1908, na Sibéria, também gerou ondas de pressão globais com intensidade semelhante à do Krakatoa, baseada em registros indiretos.
  • Erupção do vulcão submarino Hunga Tonga–Hunga Ha’apai em 2022, no Pacífico Sul, é considerado o som mais poderoso registrado na era digital moderna.

Shows, fogos de artifício e grandes eventos esportivos são exemplos de sons que podem atingir níveis perigosos para a audição humana. Ainda assim, nenhum deles se aproxima dos fenômenos naturais mais extremos já registrados. A pergunta sobre qual foi o som mais alto da história, no entanto, depende da definição adotada e dos instrumentos disponíveis em cada época.

Durante décadas, a erupção do vulcão Krakatoa, ocorrida em 1883 na Indonésia, foi apontada como o som mais intenso já produzido na Terra. Relatos históricos indicam que a explosão foi ouvida a mais de 3 mil quilômetros de distância, enquanto barômetros registraram ondas de pressão ao redor do planeta. Estimativas sugerem que o estrondo tenha alcançado níveis acima de 300 decibéis, o suficiente para romper tímpanos em regiões próximas. Apesar disso, não há medições diretas da fonte, o que torna esses valores aproximados.

Outro evento frequentemente citado é a explosão do meteoro de Tunguska, em 1908, na Sibéria. O impacto devastou florestas em centenas de quilômetros quadrados e gerou ondas de pressão globais. Assim como no caso do Krakatoa, os dados disponíveis indicam intensidades semelhantes, mas baseadas em registros indiretos.

A era moderna e o caso do vulcão em Tonga

Com a ampliação das redes científicas de monitoramento, um novo episódio passou a liderar o ranking dos sons mais intensos já registrados por instrumentos modernos. Em janeiro de 2022, a erupção do vulcão submarino Hunga Tonga–Hunga Ha’apai, no Pacífico Sul, produziu uma onda de pressão que deu a volta ao mundo várias vezes e foi detectada por sensores em diferentes continentes.

Estações próximas à erupção registraram aumentos de pressão da ordem de 1.800 pascais, um valor extraordinário para eventos atmosféricos. Cientistas destacam, no entanto, que converter esse fenômeno para decibéis tradicionais não é tecnicamente adequado, já que se tratava mais de uma onda de choque do que de um som convencional. Ainda assim, o consenso entre especialistas é que Tonga 2022 representa o som mais poderoso já registrado na era digital moderna.

Pesquisas laboratoriais já produziram ondas de pressão ainda maiores, mas em ambientes de vácuo, onde não há propagação sonora perceptível. Por isso, esses experimentos não entram na disputa pelo título. Considerando apenas eventos naturais medidos com tecnologia contemporânea, o episódio em Tonga permanece sem rival.


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By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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