Lula embarcou nesta terça-feira e deve retornar no dia 24.Ricardo Stuckert / Presidência da RepúblicaO presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e um grupo de empresários embarcaram rumo à Ásia nesta terça-feira (17) de Carnaval. A comitiva busca estreitar relações com Índia e Coreia do Sul durante a incursão, que segue até o dia 24. A missão, que visa oportunidades em agropecuária, sustentabilidade, tecnologia e turismo, pode beneficiar negócios no Rio Grande do Sul.Na Índia, o fortalecimento da relação em áreas como agronegócio, tecnologia e minerais, é visto como estratégico pelo governo, visto que se trata de um país de mais de um bilhão de habitantes e com forte crescimento nos últimos anos.Na Coreia do Sul, a aproximação tem o potencial de destravar o comércio de carne bovina, já que país é um importante importador e o Brasil, um dos maiores produtores.Relação comercial com Brasil e RSÍndia e Coreia do Sul não estão entre os principais destinos das exportações gaúchas. Juntos, os dois países concentraram 3,5% do total do comércio exterior do Estado em 2025.No ano passado, o Rio Grande do Sul exportou US$ 325,5 milhões para a Índia, conforme informações do governo federal. Óleo de soja foi o principal produto enviado para o país, representando 60% do valor embarcado. Coque de petróleo, resíduos de ligas de aço e pasta química de madeira aparecem na sequência, mas com participação menor. Já em relação à Coreia do Sul, o Estado anotou US$ 427,5 milhões em vendas externas no ano passado. Bagaços e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja ocupam pouco mais da metade desses envios. Fumo não manufaturado, pasta química de madeira, pedaços e miudezas comestíveis de galos e galinhas e itens ligados à cadeia do couro aparecem na sequência. Em termos de Brasil, o comércio bilateral com a Índia alcançou mais de US$ 15 bilhões em 2025, sendo US$ 6,9 bilhões relacionados às exportações brasileiras. Já com a Coreia do Sul, o comércio bilateral chegou a US$ 10,8 bilhões em 2025. As exportações brasileiras somaram US$ 5,5 bilhões, segundo dados do governo.PotencialO professor Maurício Weiss, do Programa de Mestrado Profissional de Economia (PPECO) da UFRGS, afirma que o potencial de impacto é significativo, porque a Índia é um dos países que mais crescem no mundo e tem potencial de troca comercial, tecnológica e de serviços com o Brasil. Já em relação à Coreia do Sul, Weiss enxerga menos espaço de troca tecnológica. Ele entende que a Coreia pode exportar produtos de maior valor agregado e o Brasil enviar mais produtos como commodities agrícolas e proteína animal.— Nesse caso, o ganho de curto prazo pode ser elevado, pois tornaria os itens sul-coreanos mais baratos e o Brasil ganharia um importante mercado para seus produtos.Por outro lado, Weiss teme que o fortalecimento dessa parceria enfraqueça nossa indústria doméstica, como a automobilística e de eletrodomésticos.Impacto no RSO professor da UFRGS avalia que os acordos com os dois países tendem a ser positivos para o Rio Grande do Sul, pois não se trata de grandes concorrentes da produção gaúcha, mesmo a de maior valor agregado.— A preocupação maior seria com a automobilística. Por outro lado, ambos os países são potenciais clientes para carne bovina e suína, avicultura, vinhos, grãos, entre outros — complementa.
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