José Ángel Núñez, geógrafo e chefe de climatologia da Agência Estatal de Meteorologia (Aemet), depôs no tribunal de Catarroja, na Comunidade Valenciana, sobre a catástrofe natural que ocorreu em 29 de outubro do ano passado. O desastre resultou em alta mortalidade e destruição, gerando críticas à resposta das autoridades.

Durante seu depoimento, Núñez destacou que as autoridades ignoraram os alertas sobre a gravidade da situação climática. Ele mencionou que, nove dias antes do desastre, já havia indícios claros do que estava por vir. Em suas declarações, ele afirmou que, em 24 de outubro, foi especificado que as áreas afetadas seriam a região mediterrânea, incluindo a Comunidade Valenciana e Murcia. No dia seguinte, as previsões se tornaram mais alarmantes.

O geógrafo relatou que, na manhã do desastre, o presidente da Generalitat Valenciana minimizou os riscos, afirmando que o temporal mudaria de direção. Essa declaração contrasta com a realidade que se desenrolava, levando a uma das maiores tragédias climáticas do país em mais de cinquenta anos.

As áreas devastadas ainda enfrentam uma recuperação lenta, enquanto os familiares das vítimas continuam a lutar por justiça e responsabilização. A situação revela a necessidade de uma resposta mais eficaz das autoridades em casos de emergência climática. A falta de ação adequada e a desinformação podem ter contribuído para a gravidade do desastre, conforme apontado por Núñez.

By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *