A situação em Gaza se agrava com a recente declaração do exército israelense, que designou a Cidade de Gaza como “zona de combate”. Essa medida forçou a população a se concentrar em menos de 11% do território, intensificando o risco de um desastre humanitário.

Atualmente, mais de dois milhões de palestinos vivem em Gaza, que já era um dos locais mais densamente povoados do mundo. Com o controle israelense sobre mais de 75% do território, os gazatíes enfrentam restrições severas de movimento, sendo proibidos de acessar 86% da Franja. Especialistas alertam que a situação se torna insustentável, com áreas designadas como seguras também sendo consideradas zonas de combate.

Nizar Ayash, prefeito de Deir al Balah, afirmou que não há espaço suficiente para abrigar os deslocados, o que pode levar a uma crise humanitária sem precedentes. Ramiz Alakbarov, coordenador da ONU, também expressou preocupação, afirmando que a expansão das operações militares terá consequências catastróficas para a população já vulnerável.

Antes do atual conflito, a ONU já havia alertado que Gaza se tornaria inabitável devido a problemas como desemprego e infraestrutura precária. Em 2012, um relatório previu que a região enfrentaria uma grave crise humanitária até 2020, caso não fossem tomadas medidas para resolver as questões sociais e econômicas.

Recentemente, a administração dos Estados Unidos, liderada por Donald Trump, discutiu o futuro de Gaza sem a participação palestina, sugerindo a possibilidade de realocação da população. Essa proposta gerou controvérsia e foi vista como uma forma de ignorar os direitos dos gazatíes em meio a um cenário já devastador.

By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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