A ISA ENERGIA BRASIL, líder em transmissão de energia no País, anuncia o início da operação do primeiro projeto do sistema elétrico nacional com a tecnologia FACTS (Flexible Alternating Current Transmission Systems) do tipo M-SSSC (Static Synchronous Series Compensator). O sistema, implantado na Subestação Ribeirão Preto (SP), nos módulos de conexão das linhas de transmissão 138 kV Ribeirão Preto – Porto Ferreira C1 e C2, representa um avanço significativo para a modernização e a otimização da rede de transmissão de energia elétrica do Brasil.
A tecnologia, inédita no País, fornece mais flexibilidade na operação e estabilidade ao sistema, pois otimiza o uso das linhas existentes. “A tecnologia FACTS funciona como um sistema de controle de potência modular e flexível, capaz de redistribuir o fluxo de energia dos circuitos mais carregados para aqueles com menor utilização, tornando-se uma solução eficiente para lidar com problemas de congestionamento em linhas de transmissão”, afirma Dayron Urrego, diretor-executivo de Projetos da ISA ENERGIA BRASIL.
A proposta de solução pela Companhia foi aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em 18 de setembro de 2024 e será resolvida em duas fases no Estado de São Paulo: a primeira, conjuntural e temporária, na Subestação Ribeirão Preto – já em operação – e a segunda, estrutural e permanente, nas subestações Votuporanga e São José do Rio Preto, prevista para 2027. A primeira fase atende a uma necessidade emergencial da região, principalmente de demanda industrial, enquanto são obras estruturantes que aliviam o sistema e aceleram o desenvolvimento econômico local. O investimento estimado é de R$ 75 milhões na primeira fase do projeto em Ribeirão Preto, com custo adicional de R$ 15 milhões para o transporte e a instalação definitiva dos equipamentos na segunda fase.
Para Urrego, a tecnologia FACTS com seus dispositivos inteligentes desempenha papel fundamental, pois elimina gargalos e maximiza o aproveitamento do sistema existente. “Essa solução, que funciona como uma espécie de aplicação de navegação de trânsito inteligente, que sempre aponta para o caminho mais livre, redirecionando o fluxo de energia para rotas menos congestionadas. Além disso, permite uma implantação mais ágil e com impacto ambiental limitado, uma vez que pode ser instalada dentro das subestações já existentes. Essa característica contribui para elevar a segurança, a resiliência e a flexibilidade do sistema elétrico, trazendo benefícios tanto imediatos quanto de longo prazo”, conclui o executivo.
A energização do projeto, atualizada como uma obra de reforço, habilitou a obtenção de uma Receita Anual Permitida (RAP) adicional de R$ 12 milhões à Companhia.
