A CPMI do INSS investiga fraudes no consignado após o crédito alcançar R$ 460 bilhões. Está em debate suspender por até 180 dias o desconto das parcelas para auditar contratos suspeitos, sem bloquear novos empréstimos.

A CPMI do INSS abriu investigação sobre fraudes em empréstimos consignados e discute a suspensão das parcelas por até 180 dias em 2026. A medida surge após o volume de crédito atingir R$ 460 bilhões, em meio a recorde de reclamações por descontos indevidos.

Por que a CPMI do INSS decidiu investigar os empréstimos consignados?

A comissão foi acionada após dados revelarem um crescimento acelerado do crédito consignado nos últimos cinco anos, período em que o volume praticamente dobrou. Paralelamente, explodiram as denúncias de aposentados e pensionistas sobre descontos de contratos não autorizados.

Segundo parlamentares, o cenário indica falhas graves na fiscalização e possíveis crimes praticados por instituições financeiras e correspondentes bancários. A CPMI entende que o Estado precisa agir para impedir prejuízos continuados ao patrimônio de idosos, viúvas e pessoas com deficiência.

Confira o vídeo compartilhado pelo canal do YouTube Portal do INSS falando sobre a suspensão do consignado e fim dos descontos indevidos.

O que está sendo proposto sobre a suspensão dos consignados?

A principal proposta em debate é a interrupção temporária das cobranças das parcelas dos consignados já ativos. A ideia é criar um período de segurança para auditoria profunda dos contratos, separando operações legítimas de possíveis fraudes, conforme os pontos a seguir.

  • Duração da suspensão: pausa de 180 dias no desconto das parcelas
  • Objetivo central: auditoria detalhada para identificar contratos irregulares
  • Justificativa oficial: evitar que descontos continuem enquanto há indícios de crime

Leia mais: Atenção aposentados: margem consignável aumentou e já permite contratação antecipada de empréstimos em 2026

Novos empréstimos também serão suspensos em 2026?

Não. Informações sobre bloqueio total do consignado não procedem. O debate na CPMI trata exclusivamente da pausa nas cobranças de contratos já existentes, permitindo que vítimas de fraudes sejam identificadas e ressarcidas.

A contratação de novos empréstimos segue permitida dentro das regras atuais. A margem consignável permanece em 35% para empréstimos e 5% para cartão consignado, exigindo atenção redobrada antes de qualquer autorização.

INSS pode suspender cobrança de empréstimos por 180 dias após explosão de fraudes em aposentados
Contratação de novos consignados segue permitida dentro das regras atuais

Como funcionará a auditoria dos contratos suspeitos?

Caso a suspensão seja aprovada, INSS e bancos deverão cruzar dados para validar cada contrato ativo. O foco estará em verificar se houve consentimento real do segurado, utilizando critérios técnicos claros, como os exemplificados a seguir.

  • Assinaturas digitais: verificação de validade e autenticidade
  • Biometria e videochamadas: comprovação inequívoca de consentimento
  • Cláusulas contratuais: identificação de práticas abusivas ou ilegais

O que o aposentado pode fazer para se proteger agora?

Enquanto nenhuma suspensão é aplicada no sistema, a principal medida preventiva é usar o serviço de bloqueio de consignado no portal Meu INSS. Esse recurso impede que novos contratos sejam averbados sem autorização expressa.

Outro sinal de alerta é a redução inesperada do valor líquido do benefício. Nesses casos, solicite o histórico de empréstimos imediatamente, identifique o banco responsável e inicie a contestação administrativa para evitar prejuízos maiores.

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By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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