A radiação está em tudo: das bananas na fruteira às explosões mais violentas do cosmos. Invisível e silenciosa, ela vai desde algo inofensivo até níveis capazes de desmontar moléculas inteiras e revelar os extremos do universo.

O que é radiação ionizante e por que ela preocupa tanto?

Radiação é qualquer forma de energia em movimento, mas a radiação ionizante é a mais preocupante por arrancar elétrons dos átomos. Quando isso acontece dentro do corpo humano, moléculas importantes são quebradas e reações químicas fora de controle começam a ocorrer.

Esse tipo de radiação pode danificar proteínas, membranas celulares e principalmente o DNA, aumentando o risco de câncer. Já a radiação não ionizante, como parte da luz ultravioleta, não quebra moléculas diretamente, mas ainda pode provocar queimaduras com exposição prolongada.

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Como se mede o quanto algo é radioativo?

O canal Ciência Todo Dia, com 7,56 milhões de inscritos, explora temas fascinantes como este. Para medir o impacto direto no corpo humano, usa-se a dose de radiação, medida em sievert (Sv), que indica quanta energia foi absorvida pelo organismo.

Raios gama atravessam materiais com facilidade, enquanto partículas alfa interagem mais intensamente com tecidos, causando mais dano por unidade de dose. Porém, essas partículas são fáceis de bloquear com algo simples como papel ou tecido.

Quais são os níveis de radiação do cotidiano ao extremo?

Pequenas doses de radiação fazem parte da vida. Uma banana libera cerca de 0,1 microsievert, e seria preciso comer 10 milhões delas para chegar a uma dose preocupante. Já casos extremos mostram o verdadeiro poder destrutivo da radiação.

Alguns exemplos comparativos incluem:

  1. Um raio-x de tórax equivale a 500 bananas, dentro da faixa segura
  2. O diário de Marie Curie libera 60 mSv por hora, como 600 mil bananas
  3. O Pé de Elefante de Chernobyl emitia 1 sievert a cada 2 segundos em 1986
  4. Uma pastilha de cobalto-60 entrega mais de 50 sieverts por segundo
Décadas depois, a estrutura continua perigosa mas bem menos letal que antes
Décadas depois, a estrutura continua perigosa mas bem menos letal que antes – Créditos: depositphotos.com / VitalikRadko

Qual é a coisa mais radioativa do universo?

Buracos negros supermassivos aceleram partículas a velocidades altíssimas e produzem doses intensas de radiação. A cerca de 60 milhões de quilômetros de um disco de acreção, a exposição poderia atingir 20 sieverts por segundo.

Porém, as explosões de raios gama são os maiores candidatos ao título. Esses eventos liberam energia em feixes extremamente focados, capazes de entregar trilhões de sieverts a bilhões de quilômetros, desmontando moléculas, átomos e possivelmente até prótons e nêutrons.



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By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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