Nesta quarta-feira (19), Donald Trump, dos Estados Unidos, conversou por telefone com Vladimir Zelensqui, presidente ilegítimo da Ucrânia.

Durante a conversa, Trump propôs a Zelenski que os EUA passem a ser proprietários da infraestrutura energética da Ucrânia, incluindo as usinas nucleares que existem no país. A informação foi revelada em declaração feita por Marco Rúbio, secretário de Estado dos EUA, e Mike Waltz, conselheiro de Segurança Nacional. Segundo a declaração, “o Presidente Trump […] discutiu o fornecimento elétrico e as usinas nucleares da Ucrânia. Ele disse que os EUA poderiam ser muito úteis na operação dessas usinas com sua expertise em eletricidade e utilidades”.

O pretexto dado por Trump para que os EUA se apropriem da infraestrutura, é o de que “a propriedade americana dessas usinas seria a melhor proteção para essa infraestrutura e apoio à infraestrutura energética ucraniana”.

Contradizendo o que foi afirmado por Rúbio, Zelensqui, em conferência de imprensa, declarou que a conversa foi “exclusivamente sobre uma estação, que está sob ocupação temporária pela Rússia”, fazendo referência à usina de Zaparogia, localizada na província de Zaparogia. Zelensqui, segundo o próprio, teria dito a Trump “‘sim’ – se houver uma oportunidade de modernizá-la, investir dinheiro e assim por diante – estamos prontos para discutir isso com você”.

Ocorre que, em 2022, a população de Zaparogia, em referendo, decidiu incorporar-se à Federação Russa, estando a instalação militar sob controle russo desde aquele ano. Além disto, conforme apontado pelo canal militar Rybar, “as forças armadas russas nunca atacaram as centrais nucleares ucranianas, mesmo sem qualquer presença americana no local”. Por outro lado, ao longo da guerra, o regime de Kiev realizou ataques contra a instalação nuclear, assim como tentativas de retomá-la, sendo todas repelidas. A usina permanece desativada, ante a possibilidade de ataque ucraniano e consequente desastre nuclear.

By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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