As duas ciclistas mortas em um atropelamento na RS-115, em Três Coroas, no Vale do Paranhana, eram bastante conhecidas na cidade. Familiares e amigos as descreveram como alegres e sempre com um sorriso no rosto. Além disso, praticavam esportes com frequência.

A fotógrafa Sissa Felippetti, 38 anos, era casada com o corretor de imóveis Isac Ribeiro, 35. Ela faleceu no local do atropelamento, enquanto o marido segue internado em estado grave na Fundação Hospital Dr. Oswaldo Diesel, em Três Coroas. O casal tem dois filhos: uma menina de oito anos e um menino, de seis.

Sissa tinha um estúdio de fotografia e era formada em Educação Física e Publicidade e Propaganda. Ela trabalhou na prefeitura e atualmente atuava no marketing da Bebecê Calçados.

— Todos os dias ela corria — conta Isabel Breyer, madrinha de casamento e dos dois filhos de Sissa.

— Ele (marido) sempre acompanha ela nas atividades esportivas. Ele é feliz, alegre e brincalhão — acrescenta Isabel.

No Instagram de Sissa, é possível ver uma postagem com as bicicletas às 5h33min deste sábado (21). O atropelamento ocorreu 12 minutos depois.

A microempreendedora Eluzete Barivieira, 57 anos, era amiga do casal.

— Eu levava a minha filha para fazer fotos com ela. O pai dela era fotógrafo e também faleceu em acidente de trânsito em frente à Heineken (cervejaria localizada perto do local do acidente deste sábado) — compartilha Eluzete.

A microempreendedora destaca o amor da fotógrafa, que morava com o marido e os filhos no centro do município, pelos esportes. Sissa participava de corridas de trilha e venceu a Rota da Baleia em 2025:

— Era alegre. Sempre gostava de participar de coisas do esporte.

A outra ciclista morta no atropelamento é Fernanda Mikaella da Silva Barros, 35 anos. Natural de Minas Gerais, ela era casada com Isac Weber, que está em uma feira calçadista em Milão, na Itália. Os dois não tinham filhos. Fernanda trabalhava há oito anos na Calçados Variettá. Atuava na área de comunicação e de exportação da empresa.

O marido Isac Weber a conheceu em uma feira em Minas Gerais, onde ela nasceu. Ele trabalha na Werner Calçados de Três Coroas. Dessa maneira, Fernanda mudou-se para o município gaúcho. Os dois pretendiam ter filhos.

Os proprietários da Variettá, Márcio Port dos Santos, 44 anos, e Gracieli Carvalho, 42 anos, estavam perplexos em frente ao hospital da cidade. 

— Ela era prestativa, muito doce e calma. Nunca dizia não para ninguém — diz Gracieli. 

Segundo ela, os ciclistas iriam pedalar até Gramado, na Serra, e depois voltariam para a cidade. O grupo tinha o hábito de fazer esse trajeto em todos os finais de semana.

— Amanhecia o dia, e a Fernanda já ia para a academia treinar. Quando saía da empresa, corria ou andava de bicicleta — lembra Márcio, citando que ela também participava de corridas de trilha.

— Era meiga, doce e determinada — completa o patrão.

Eluzete trabalhou seis anos com Fernanda na empresa calçadista. E era companheira dela em corridas matinais.

— Era alegre, linda e maravilhosa. Uma pessoa simples que cumprimentava todo mundo quando chegava para trabalhar — recorda.

O velório de Sissa começará à meia-noite deste domingo (22), na capela mortuária Santo Aquiles, em Três Coroas. A família ainda não informou onde será o sepultamento. E, até o momento, não há detalhes sobre como será a despedida de Fernanda.

By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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