13 de janeiro de 2026 12:34 por Da Redação

Foto: Assessoria

Uma ligação irregular de esgoto sanitário, associada à operação do sistema da BRK Ambiental, resultou no despejo contínuo de dejetos diretamente no mar da praia da Ponta Verde, em Maceió. A prática configurou crime ambiental e provocou a contaminação da faixa de areia e das águas costeiras de um dos trechos mais frequentados do litoral da capital alagoana.

De acordo com a fiscalização, cerca de 20 mil litros de esgoto por dia vinham sendo lançados de forma irregular na rede de drenagem de águas pluviais – estrutura que deveria receber exclusivamente água da chuva – e que possui deságue direto no mar. O despejo ocorreu de maneira contínua, ampliando os danos ambientais e elevando os riscos à saúde da população, especialmente banhistas, comerciantes e moradores da região.

A irregularidade foi descoberta após o esgoto alcançar visivelmente a praia, o que levou a uma inspeção técnica detalhada na rede de drenagem local. Durante a vistoria, foi confirmada a ligação indevida entre a rede de esgotamento sanitário e a galeria pluvial, caracterizando uma fonte poluidora ativa, em desacordo com a legislação ambiental municipal, prevista na Lei nº 4.548/1996.

No local, o representante legal do condomínio envolvido apresentou conta de água emitida pela própria BRK Ambiental, comprovando que o imóvel é atendido pelo serviço de coleta de esgoto da concessionária. Apesar disso, os órgãos fiscalizadores constataram que o sistema não estava funcionando de forma adequada, permitindo que os efluentes fossem despejados irregularmente no meio ambiente.

Diante da gravidade da situação, a BRK Ambiental foi notificada e autuada, sendo obrigada a interromper imediatamente o lançamento irregular e a adotar medidas corretivas para cessar o dano ambiental. O caso reforça preocupações recorrentes sobre falhas operacionais no sistema de esgotamento sanitário e seus impactos diretos sobre o litoral, a balneabilidade das praias e a saúde pública.

A identificação da irregularidade ocorreu durante uma ação de fiscalização municipal, que segue monitorando áreas sensíveis da cidade, especialmente nas proximidades do litoral, com o objetivo de coibir novos crimes ambientais e reduzir os riscos associados à contaminação das águas costeiras.

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By Daniel Wege

Consultor HAZOP Especializado em IA | 20+ Anos Transformando Riscos em Resultados | Experiência Global: PETROBRAS, SAIPEM e WALMART

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